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Teresina - Piauí

Mulheres realizam ato em frente ao Tribunal de Justiça do Piauí

O ato foi uma forma de chamar atenção do Judiciário para os casos de violência contra a mulher.

Lucas Dias/GP1 1 / 5 Pintura no chão remete ao sangue derramado pelas mulheres assassinadas Pintura no chão remete ao sangue derramado pelas mulheres assassinadas
Lucas Dias/GP1 2 / 5 Mulheres participam do ato em Teresina Mulheres participam do ato em Teresina
Lucas Dias/GP1 3 / 5 Maria Madalena Nunes, coordenadora da Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio Maria Madalena Nunes, coordenadora da Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio
Lucas Dias/GP1 4 / 5 Manifestantes em frente ao TJ Manifestantes em frente ao TJ
Lucas Dias/GP1 5 / 5 Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio

A Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio realizou na manhã desta quinta-feira (12), um ato contra os casos de crimes contra a mulher no Piauí, diante do prédio do Tribunal de Justiça do estado e do Fórum Cível e Criminal.

Maria Madalena Nunes, coordenadora da Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio, relatou que o ato em frente ao fórum criminal e ao Tribunal de Justiça foi uma forma de chamar atenção do Judiciário para os casos de violência contra a mulher. “Viemos para a frente do fórum criminal e do Tribunal de Justiça exatamente para denunciar a morosidade e o descaso que o judiciário tem tido nos casos de violência contra as mulheres. As mulheres denunciam nas delegacias, não são atendidas, no judiciário os processos ficam parados. O próprio judiciário assumiu publicamente que há dois anos não julga um processo de feminicídio", ressaltou.

A coordenadora usou como exemplo da impunidade, o caso da estudante Camilla Abreu. "A gente vê, por exemplo, o caso da Ioni Sousa, que foi uma militante, feminista, da luta, foi assassinada há 5 anos o inquérito nunca foi concluído. Recente tem também o caso do comandante que matou a Camilla continua recebendo seu salário, continua sendo mantido as nossas custas, sem nenhuma punição. Isso são só exemplos, mas todos os casos das mulheres que procuram a frente denunciando o estado, dizem que não são atendidas, são assediadas, denunciam, voltam para casa e continuam sendo violentadas e muitas vezes sendo assassinadas, como ocorreu com a Aretha Dantas. E é pelas armas do Estado, seu silêncio e omissão que essas mulheres estão sendo mortas. Então é isso que a gente está protestando aqui”, relatou.

Maria Madalena ainda acrescentou que o movimento vai entregar uma carta ao presidente do Tribunal de Justiça e ao diretor do Fórum solicitando um diálogo sobre a causa. “Nós vamos estregar uma carta tanto ao TJ, quanto ao diretor do Fórum e o presidente pedindo esse momento para conversar com os movimentos, porque a gente deixou no Karnak e até hoje não fomos chamados para conversar", criticou.

"Muitas mulheres estão sendo mortas e além de mortas é utilizado um recurso que se chama de 'requinte de crueldade'. Não basta matar, eu tenho que matar e humilhar ainda o corpo, matar novamente a alma. E é isso que a gente diz que as mulheres estão sendo mortas por serem mulheres, não existe outro motivo. É pelo machismo que o Estado alimenta e pela omissão do Estado", finalizou.

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