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Inhuma - Piauí

Professor de jiu-jitsu é investigado por assédio sexual em Parnaíba

De acordo com o inquérito, a aluna procurou a polícia no dia 24 de junho deste ano, onde registrou Boletim de Ocorrência narrando o fato que teria ocorrido no dia 23 de abril.

Um professor de jiu-jitsu de uma academia localizada em Parnaíba, identificado pelas iniciais D. J. E. S. C., está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí, acusado de praticar assédio sexual contra uma aluna. O inquérito policial foi instaurado no dia 1º de outubro deste ano pela Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher de Parnaíba.

De acordo com o inquérito, a aluna procurou a polícia no dia 24 de junho deste ano, onde registrou Boletim de Ocorrência narrando o fato que teria ocorrido no dia 23 de abril. T. L. C. B. informou às autoridades policiais que na data já mencionada o professor, que também é advogado, teria ido até sua casa cobrar a parcela de uma blusa adquirida por ela.

A estudante conta que ele aparentava nervosismo e logo que chegou lhe deu um abraço e um beijo no rosto. Ela diz que estranhou a atitude, pois argumenta que eles não tinham intimidade suficiente para tanto. A aluna narra que convidou o professor para entrar e conversou brevemente com ele, quando foi questionada se morava sozinha, de modo que a conversa começou a lhe incomodar.

Segundo a aluna, o professor foi embora, mas acabou voltando pedindo para utilizar o banheiro. Foi nesse momento que, segundo ela, o acusado teria saído do banheiro e apertou seu rosto e lhe beijou a força. A estudante disse que se desvencilhou e correu para o portão de casa, sendo seguida pelo advogado, que lhe pediu desculpas.

T. L. C. B. narrou que após o ocorrido ficou muito abalada e hoje depende de acompanhamento psicológico. Ela afirmou ainda que confiava no professor e que não esperava esse tipo de atitude da parte dele.

O que diz o professor

No dia 13 de julho o professor foi interrogado pela delegada Fernanda Íris Artur Novaes, onde apresentou sua versão dos fatos. D. J. E. S. C. disse que compareceu à residência da aluna, que o convidou para entrar e lhe ofereceu um copo de água e ficou conversando com ele por alguns minutos. Ele confirmou que, ao chegar na casa, cumprimentou a moça com um abraço e um beijo no rosto, mas que não houve malícia de sua parte.

O professor narrou ainda que foi embora e acabou voltando para ir ao banheiro e, neste momento, tentou dar um “selinho” na aluna que, rapidamente, se desvencilhou. Ele informa que no mesmo instante pediu desculpas insistentemente e que se enganou ao achar que estava ocorrendo um flerte entre os dois.

No interrogatório, o professor afirmou que está muito abalado com a situação e enfatizou que sempre teve muitas alunas mulheres e nunca cometeu nenhuma atitude errada contra elas.

No dia 13 de novembro a Polícia Civil remeteu os autos do inquérito ao Juízo da Vara Criminal.

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