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Teresina - Piauí

Bisavó mostra laudo do IML de Teresina e diz que bebê não foi abandonado

A idosa disse que a mãe do bebê vem sofrendo ameaças desde a divulgação do caso na imprensa.

Marcelo Cardoso/GP1 1 / 7 Jane Maria, bisavô da criança Jane Maria, bisavô da criança
Marcelo Cardoso/GP1 2 / 7 Jane Maria Jane Maria
Marcelo Cardoso/GP1 3 / 7 Declaração de Óbito Declaração de Óbito
Marcelo Cardoso/GP1 4 / 7 Mãe da criança Mãe da criança
Marcelo Cardoso/GP1 5 / 7 Bisavô da criança bastante emocionada Bisavô da criança bastante emocionada
Marcelo Cardoso/GP1 6 / 7 Jane Maria Jane Maria
Marcelo Cardoso/GP1 7 / 7 Jane Maria em entrevista para o Portal GP1 Jane Maria em entrevista para o Portal GP1

A dona Jane Maria Fernandes, bisavó do menino de 11 meses que morreu no Hospital Municipal da Criança, comunicou à imprensa nesta segunda-feira (04) que o bebê não foi abandonado pela mãe e que a morte teve causa indeterminada, pois o exame do Instituto de Medicina Legal de Teresina (IML) descartou marcas de agressão e de violência sexual no corpo da criança.

De acordo com a idosa, a equipe médica alegou ter encontrado restos de comida, como pão e presunto dentro da fralda da criança e por isso apontaram que o bebê sofreu abuso sexual. Porém, dona Jane alega que, na verdade, a comida foi colocada na fralda do menino por outra criança durante uma brincadeira.

“Eu perguntei a causa da morte, supostamente foi engasgamento, mas eu quero saber também, porque a enfermeira achou pão com presunto dentro da fraldinha dele e foi o outro meninozinho pequeno que colocou, os médicos acharam que estavam penetrando dentro do ânus da criança, aí eu disse ‘opa doutor, pois pode fazer o exame’ porque eu quero saber a causa. Quando deu quase 00h ele disse que eu não resolveria mais nada aqui, só no HGV”, detalhou a idosa.

Criança não foi abandonada

Ainda conforme a bisavó da criança, a mãe estava sendo acusada de ter abandonado o menino sem vida no hospital, porém ela permaneceu sempre na unidade hospitalar e alega que a criança chegou com vida e respirando, sendo que ainda ficou algum tempo usando soro.

“Eles disseram na nota que a minha neta tinha abandonado a criança espancada, não, eu cheguei lá, o menino estava morto no soro, eles tiraram o soro, colocaram no saco azul. Quando eu fui, minha neta liga chorando dizendo que estava na televisão que estavam espalhando que ela tinha matado o filho e tinha abandonado lá, mas se ela ficou comigo no hospital, eu conversei com o médico, ele tinha que ter esperado o exame para poder dizer alguma coisa”, ressaltou a bisavó.

Exame não achou hematomas e criança pode ter morrido por engasgamento

Dona Jane Maria Fernandes disse que foi atrás do resultado do exame do IML, que foi feito no corpo da criança e o órgão apontou que o bebê não possuía hematomas. “Agora o resultado do exame está aqui, não tem nenhum hematoma na criança, a causa da morte está indeterminada. Eu vou para delegacia, porque eu vou procurar meus direitos, porque minha neta está sendo ameaçada. O resultado do exame está aqui, eu perguntei o médico ele disse que não tinha nenhum hematoma, eu quero Justiça”, pontuou.

Como a causa da morte ficou indeterminada pelo IML, a idosa destacou que possivelmente a criança deve ter morrido por engasgamento, pois estava com sintomas de gripe. “O que ocorreu lá foi engasgamento, ele estava muito gripado, o médico errou por chamar a reportagem e mentir, agora o motivo eu não sei. Ele disse em reportagens que a criança chegou morta e como ela chegou morta e colocaram o soro nela? Se chegasse eles não tinham nem recebido, o hospital não aceita. Eu quero justiça”, finalizou.

Entenda o caso

Um bebê de apenas 11 meses, identificado pelas iniciais E.A.S.V, morreu no Hospital Municipal da Criança, localizado no bairro Parque Piauí, zona sul de Teresina. O caso foi registrado na noite desse domingo (03) e está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Segundo o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que colheu detalhes iniciais, o caso chegou a unidade policial por meio da equipe médica que encontrou possíveis sinais de violência da criança na região do ânus. Além disso, testemunhas relataram que após os pais terem deixado o menino no hospital, iniciaram uma discussão na parte externa do local e logo depois abandonaram o bebê.

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