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Teresina - Piauí

Polícia Civil do Piauí indicia empresário acusado de se passar por policial federal no Hotel Blue Tree

Em ofício encaminhado ao delegado do caso, a PF negou a existência de vínculo profissional.

Um empresário identificado como R. H. B. N. foi indiciado pela Polícia Civil do Piauí, sob acusação de se passar por agente da Polícia Federal em um hotel de Teresina. O inquérito conduzido pelo delegado Andrei Alvarenga foi concluído no dia 24 de novembro.

O fato ocorreu no dia 8 de agosto no bar do Hotel Blue Tree Towers, localizado na Avenida Marechal Castelo Branco, zona sul de Teresina. Segundo os autos do inquérito, o segurança do estabelecimento abordou R. N., que estaria usando entorpecentes no local, no que ele apresentou distintivo afirmando ser policial federal, prática popularmente conhecida como “carteirada”.

Foto: Alef Leão/GP1Polícia Civil do Piauí
Polícia Civil do Piauí

Mesmo com essa tentativa, o investigado foi retirado do bar e o gerente do hotel procurou a polícia para fazer a denúncia formal, após ser informado de que ele não era agente de segurança.

O gerente relatou que R. N. já frequentava o estabelecimento há algum tempo e em algumas ocasiões se envolvia em confusões, sempre dizendo ser policial.

Oficiada pelo delegado Andrei Alvarenga, a Polícia Federal encaminhou resposta informando que R. N. não possuía vínculo profissional com a corporação, confirmando a prática ilícita.

O que diz o investigado

Em interrogatório ocorrido no dia 18 de novembro, R. N. afirmou que tudo não passou de uma “confusão” e admitiu que o distintivo era falso. Ele disse “que acredita que tudo isso foi uma confusão, que é uma carteira de fantasia; que apresentou tal carteira no Blue Three Towers, posto que estava um pouco embriagado; que acredita que tenha sido um lapso; que a parte dos entorpecentes não é verídica, que a droga era de terceiros e não do declarante”.

Indiciamento

Diante dos fatos, o delegado Andrei Alvarenga indiciou R. H. B. N. pelo crime de usurpação do exercício de função pública, que pode resultar em pena de três meses a dois anos de detenção e multa.

Outro lado

Procurado pelo GP1, o empresário disse que aguarda orientação jurídica e que por isso não iria se manifestar nesse momento.

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