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Teresina - Piauí

PM cumpre decisão de reintegração de posse e retira 50 famílias de ocupação em Teresina

Famílias relatam desespero após reintegração de posse na ocupação Santa Rosa, às margens da Avenida Poti.

Lucas Dias/GP1 1 / 10 A desocupação aconteceu na manhã desta quarta-feira A desocupação aconteceu na manhã desta quarta-feira
Lucas Dias/GP1 2 / 10 Moradores recolheram os materiais de seus barracos destruídos Moradores recolheram os materiais de seus barracos destruídos
Lucas Dias/GP1 3 / 10 Luciano Silva Oliveira, um dos moradores da ocupação Luciano Silva Oliveira, um dos moradores da ocupação
Lucas Dias/GP1 4 / 10 Os barracos destruidos durante a desocupação Os barracos destruidos durante a desocupação
Lucas Dias/GP1 5 / 10 Famílias relatam desespero após reintegração de posse Famílias relatam desespero após reintegração de posse
Lucas Dias/GP1 6 / 10 A ação veio após ordem expedida pela Justiça A ação veio após ordem expedida pela Justiça
Lucas Dias/GP1 7 / 10 O terreno é de propriedade privada e vinha sendo ocupado irregularmente O terreno é de propriedade privada e vinha sendo ocupado irregularmente
Lucas Dias/GP1 8 / 10 A ação foi realizada após o cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse A ação foi realizada após o cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse
Lucas Dias/GP1 9 / 10 Esta é a segunda desocupação registrada no local em menos de um mês Esta é a segunda desocupação registrada no local em menos de um mês
Lucas Dias/GP1 10 / 10 Cerca de cinquenta famílias foram retiradas da ocupação Santa Rosa Cerca de cinquenta famílias foram retiradas da ocupação Santa Rosa

Na manhã desta quarta-feira (5), cerca de cinquenta famílias foram retiradas da ocupação Santa Rosa, localizada às margens da Avenida Poti, na região da Grande Santa Maria da Codipi, zona norte de Teresina. A ação foi realizada pela Polícia Militar do Piauí em cumprimento a uma ordem judicial de reintegração de posse, expedida pela Justiça a pedido do proprietário do terreno.

Durante a desocupação, moradores relataram momentos de desespero e de incerteza. Euzimeiri Aquino contou ao GP1 que ficou sem ter para onde ir. “Eu estou na rua. Tenho três filhos, dois autistas, e não tenho para onde ir. Minhas coisas estão todas na rua. Hoje a sensação é de desespero”, lamentou.

Ela também criticou a forma como a ação foi conduzida: “É desumano, porque tem família aqui que não tem para onde ir. Entregaram as casas e vão para a rua. Eu tô com dor, sentindo a dor do outro, vendo o barraco da gente cair desse jeito.”

Outro morador, Luciano Silva Oliveira, questionou a situação da área e a falta de diálogo com os órgãos públicos. “A gente foi atrás dos órgãos competentes, mas ninguém sabe de quem é essa terra. Dizem que era do João Claudino, depois apareceu outro dono. Agora dizem que é de um tal de Júnior da Luauto. Essa terra está desativada há mais de 20 anos. Quem tem dinheiro fica com a terra, e a gente, que não tem nada, só sofre”, desabafou.

Esta é a segunda desocupação registrada no local em menos de um mês. Na semana passada, os moradores haviam retornado à área, que, estava desocupada havia cerca de 15 dias. O terreno é de propriedade privada e vinha sendo ocupado irregularmente pelas famílias.

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