A Defensoria Pública da União ingressou com habeas corpus pedindo a revogação da prisão temporária de Kássio Hardiles de Castro Lima, preso pela Polícia Federal no último dia 10, em Teresina, acusado de integrar organização criminosa dedicada a aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal.
A prisão se deu no âmbito da Operação Chassifá II, que desarticulou o esquema criminoso que consistia na emissão de documentos falsos para abrir contas bancárias, contrair empréstimos e outros tipos de fraudes.
O caso começou a ser investigado a partir das informações colhidas da prisão em flagrante de Amanda Priscila Rodrigues, acusada de tentar se passar por uma mulher com um documento falso. O documento de identidade falsificado foi apreendido e submetido a perícia, constatando-se que a impressão biométrica pertencia a Ricardo Bacelar dos Santos.
Segundo a PF, Ricardo Bacelar aparece em diversos procedimentos policiais, acusado de estelionato. Durante cumprimento a mandado de busca e apreensão na residência dele, no ano passado, foram encontrados diversos materiais ligados à atividade criminosa, como diversas fotos 3x4, documentos de identidade falsificados e vários chips telefônicos, além de cartões bancários.
O nome de Kássio Hardiles surgiu após a apreensão do celular de Ricardo Bacelar, onde constavam vários diálogos suspeitos. A partir dos conteúdos levantados pelos investigadores, foi apontado que Kássio negociava documentos falsos.
Habeas corpus
O habeas corpus foi impetrado no dia 11 de abril pela defensora pública federal Gabriela Moura Ferreira, que alegou não haver indícios suficientes da autoria criminosa por parte de Kássio Hardiles.
“Desta forma, encontrando-se o paciente preso em razão de prisão temporária sem fundamentação idônea, necessária se faz a concessão da ordem de habeas corpus para sanar a ilegalidade ora apontada”, ressaltou a defensora.
Diante disso, a representante da defesa pediu a revogação da prisão preventiva do acusado.
Thais Guimarães
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