A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina registrou uma queda de 60% nos casos confirmados de dengue nos primeiros quatro meses do ano, totalizando 998 casos contra 2.512 no mesmo período de 2024. Apesar da redução, as autoridades recomendam que a população continue atenta e procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores de cabeça, musculares e articulares, mal-estar, manchas vermelhas, náuseas e, em casos graves, sangramentos.
A diminuição foi atribuída às ações intensificadas pela FMS desde janeiro de 2025, incluindo visitas de agentes de combate a endemias a domicílios e locais estratégicos, campanhas educativas e o recolhimento de pneus em borracharias. O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRA) também foi concluído, e investigações ambientais têm sido realizadas para o controle do mosquito.
Uma nova estratégia, iniciada em alinhamento com o Ministério da Saúde, inclui a instalação de ovitrampas — armadilhas que simulam o ambiente ideal para a colocação de ovos do mosquito Aedes aegypti. Colocadas uma vez por mês, durante sete dias, em casas selecionadas nos bairros das zonas Leste e Norte da cidade, elas são monitoradas, permitindo a identificação de áreas críticas e a intensificação das ações de controle. Essa ação é repetida mensalmente.
O diretor de Vigilância em Saúde da FMS, Walfrido Salmito, reforça a necessidade do envolvimento ativo da população no combate à dengue, uma vez que cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados nas residências. “É fundamental evitar o acúmulo de água parada em recipientes que possam servir de criadouros. Contamos com a colaboração de todos para eliminar esses focos e prevenir novos casos. Essa é uma missão coletiva", afirmou.
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