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Teresina - Piauí

Acusado de matar ex-mulher com 23 golpes de canivete em Teresina é denunciado à Justiça

A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Ubiraci Rocha, nessa quarta-feira (16).

O Ministério Público do Piauí denunciou Pedro Rocha Pereira e Farias por crime de feminicídio qualificado contra Gisele Maria Pinheiro Pereira Claudino, assassinada com 23 perfurações de canivete, dentro de seu apartamento, no conjunto Tancredo Neves, zona sudeste de Teresina. A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça da 14ª Promotoria do Júri, Ubiraci de Sousa Rocha, nessa quarta-feira (16).

Conforme a denúncia, Giselle Maria Pinheiro Pereira Claudino e Pedro Rocha Pereira e Farias mantiveram uma união estável por aproximadamente quatro anos, havendo a separação do casal cerca de quinze dias antes dos fatos em apuração. Apesar do rompimento, ambos continuavam mantendo uma relação aparentemente amistosa. Nessa linha, na noite do dia 04 de abril de 2025, a vítima teria convidado o acusado para pernoitar em seu apartamento, localizado no Conjunto Tancredo Neves. Na manhã seguinte, o acusado, ao ter acesso ao aparelho celular da vítima, deparou-se com conversas e imagens que classificou como "comprometedoras", interpretando que Giselle estaria levando uma vida de festas, trocando imagens íntimas com outros homens e gastando recursos financeiros, mesmo tendo pendências com ele.

Foto: ReproduçãoPedro Rocha Farias e Gisele Pereira
Pedro Rocha Farias e Gisele Pereira

“Sentindo-se ofendido e abalado emocionalmente, Pedro dirigiu-se ao trabalho, mas, por volta das 11h, enviou mensagem à vítima com o pretexto de retornar ao local para buscar um chinelo que, segundo ele, teria esquecido, o que demonstra a intenção deliberada de reencontro. Dessa forma, por volta das 13h, Pedro retornou ao apartamento e, instantes antes de sair, dirigiu-se ao quarto onde Giselle repousava. Iniciou-se, então, acalorado desentendimento verbal, motivado pelo conteúdo acessado no celular da vítima. Durante a discussão, de forma repentina e violenta, o acusado sacou um canivete que portava no bolso e passou a desferir múltiplos golpes contra a vítima, causando entre 10 e 20 perfurações, com maior concentração na região torácica e cervical”, diz trecho da denúncia.

O promotor Ubiraci Rocha destacou que, os elementos colhidos no curso da investigação apontam indícios de premeditação, haja vista que o acusado teria passado o dia refletindo sobre o conteúdo das mensagens anteriormente visualizadas e, deliberadamente, retornado ao apartamento da vítima portando a arma branca empregada no delito. “Tal circunstância, somada à brutalidade dos atos, à multiplicidade de ferimentos infligidos e à modalidade de execução, evidencia não apenas a periculosidade do agente, mas também a elevada intensidade do dolo de matar”, acrescentou o promotor.

Em razão disso, o representante ministerial concluiu que Pedro Rocha Pereira e Farias incidiu nas penas do crime de feminicídio qualificado por meio de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Reparação de danos

O promotor Ubiraci Rocha pediu ainda que fosse fixada, em favor da família da vítima, quando da eventual sentença condenatória, o valor mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais), a título de reparação dos danos causados pela infração, já que impossível mensurar o valor de uma vida.

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