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Teresina - Piauí

Técnicos de patologia clínica da FMS paralisam atividades por 72 horas em Teresina

O protesto busca chamar atenção da gestão municipal para pautas como a revisão geral anual dos salários.

Davi Fernandes/ GP1 1 / 4 Centro de Diagnóstico Raul Bacelar Centro de Diagnóstico Raul Bacelar
Davi Fernandes/ GP1 2 / 4 Manifestação dos técnicos de patologia clínica da FMS Manifestação dos técnicos de patologia clínica da FMS
Davi Fernandes/ GP1 3 / 4 Manifestantes presentes no protesto Manifestantes presentes no protesto
Davi Fernandes/ GP1 4 / 4 Faixas de protesto Faixas de protesto

Técnicos de patologia clínica da Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciaram, nesta terça-feira (23), uma paralisação de 72 horas, reivindicando melhorias nas condições de trabalho. Pela manhã, os profissionais protestaram em frente ao Centro de Diagnóstico Raul Bacelar, localizado no bairro Saci, zona sul de Teresina.

De acordo com a técnica em patologia Sarah Fernanda, a mobilização busca chamar atenção da gestão municipal para pautas antigas da categoria, como a implementação de um plano de cargos e carreiras, a revisão geral anual dos salários e o pagamento de gratificações que atualmente contemplam outros profissionais de saúde, mas não os técnicos de patologia.

“Alguns funcionários recebem gratificações de urgência e emergência, ou gratificação laboratorial, mesmo compartilhando o mesmo ambiente de trabalho e estando expostos aos mesmos riscos que nós. Nós reivindicamos também esse direito. Além disso, não temos um plano de cargos e carreiras, e o nosso salário está defasado”, afirmou Sarah.

Outro ponto destacado pelos profissionais é a sobrecarga de trabalho. Segundo Sarah, embora tenha havido concurso para a área, os aprovados não foram convocados, o que agrava a falta de pessoal diante das aposentadorias e afastamentos. “Muitas vezes somos cobrados para dar conta de um serviço que deveria ser feito por duas pessoas. Nós nos desdobramos, mas não vamos comprometer nossa saúde em prol do trabalho”, completou.

A técnica ressaltou ainda que a luta da categoria se arrasta desde 2015, mas sem avanços significativos. “Esse momento de paralisação foi o nosso último recurso para mostrar a força do nosso trabalho. A própria situação do diagnóstico laboratorial já é fragilizada pelo sistema e, quando fazemos uma paralisação como essa, o impacto é imediato na sociedade”, concluiu.

A categoria seguirá com mais protestos nos próximos dias. Na quarta (24), ocorrerá um ato em frente ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), enquanto na quinta (25) haverá uma manifestação em frente à Prefeitura Municipal de Teresina.

Outro lado

Procurado pelo GP1, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) não se manifestou até o momento. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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