O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou, nesta manhã de sexta-feira (13), uma nova operação para prender outros alvos relacionados ao latrocínio do comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, morto no dia 3 de janeiro deste ano, na zona norte de Teresina.
Um homem identificado com Renato Rodrigues Nascimento, conhecido como 'Renato Magão', foi preso nas primeiras horas desta manhã. Segundo o delegado Natan Cardoso, que conduziu as investigações, o suspeito foi o responsável por sair com o carro da vítima logo após o crime.
"Ele é um indivíduo de altíssima periculosidade, foragido da penitenciária. Já constava um mandato de recaptura em aberto. Também é responsável por assaltos a lotéricas, com uso de arma de fogo. Na ocasião ele foi preso com uma arma de fogo, calibre .40, com numeração suprimida, e também será autuado pelo delito de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Na investigação identificamos a participação desse indivíduo, que foi um dos responsáveis por adentrar ao imóvel da vítima e realizar ali a subtração das joias e também foi o responsável por dirigir o carro da vítima até o local em que o veículo foi desovado", revelou.
Com a captura de Renato, o DHPP chega a quatro presos por participação no latrocínio. O delegado comentou, no entanto, que ainda resta um indivíduo ser preso. "Iremos divulgar a identificação dele com imagens para que a população nos ajude com denúncias anônimas a cerca do paradeiro desse indivíduo para que consigamos aí realizar essa prisão. Se trata do Felipe, que também foi um dos responsáveis por entrar na casa da vítima no momento lá do latrocínio", finalizou.
Edivan Francisco atuava na comercialização de ouro e mantinha contatos frequentes para negociação do metal, realizando transações presenciais, prática comum nesse tipo de comércio.
No início de janeiro de 2026, a vítima passou a receber contatos insistentes relacionados a uma suposta negociação de aproximadamente 98 gramas de ouro, avaliadas em cerca de R$ 40 mil, o que criou um cenário de aparente normalidade comercial e levou o comerciante a aceitar o encontro. Ao chegar ao local, Edivan foi surpreendido e executado.
Brunno Suênio
Jeyson Moraes
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