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Teresina - Piauí

Delegado Barêtta conta detalhes do assassinato de jovem na zona sul de Teresina

O diretor do DHPP encaminhou o caso ao delegado Danúbio Dias, que presidirá o inquérito policial.

O delegado Francisco Costa, o Barêtta, diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), apresentou as primeiras informações já apuradas sobre o assassinato de Bruno Lima dos Santos, morto a facadas nessa quarta-feira (18) na zona sul de Teresina. O caso foi encaminhado ao delegado Danúbio Dias, que presidirá o inquérito.

Segundo o delegado Barêtta, o suspeito do crime, João Pedro da Silva, teria matado por ciúmes, considerando que Bruno estava se envolvendo amorosamente com sua ex-companheira, mãe de sua filha. O investigado foi até a residência da ex, no residencial Mário Covas, a pretexto de ver a criança.

Foto: ReproduçãoBruno Lima dos Santos e João Pedro da Silva Santos
Bruno Lima dos Santos e João Pedro da Silva Santos

“Ela não quis abrir a porta, disse para ele aguardar, que iria entregar a filha lá fora. Nesse interim, ele pula o muro, adentra pela porta de trás e vê o rapaz, a vítima. Ele pegou uma faca, correu atrás do rapaz e desferiu um golpe de faca na região lombar e nas costas. A vítima foi atendida, foi levada para o Hospital de Urgência de Teresina, mas infelizmente não resistiu e foi a óbito. Já está plenamente identificado, é um crime passional”, declarou o diretor do DHPP.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Barêtta
Delegado Barêtta

A princípio, a informação é de que João Pedro não chegou armado, tendo pegado a faca na casa da ex, após adentrar o imóvel pela parte de trás. “Segundo a noticiante, ex-companheira dele, ele pegou a faca naquele momento, na casa. Mas isso ainda precisa ser verificado direito”, completou Barêtta.

O diretor do DHPP ressaltou que o caso comprova o número crescente de crimes envolvendo pessoas que não aceitam o fim de um relacionamento. “Esse rapaz foi morto dado ao ciúme. A mulher não é posse de ninguém, não teve mais aquele afeto, o indivíduo deve procurar o lugar dele, respeitar, e deixar que cada um siga o seu caminho. Eu vejo falar tanto em combate ao feminicídio, mas esse combate tem que passar pela consciência de cada um. Não adianta levar para o punitivismo estatal, criar leis mais duras, se a própria população não se conscientizar”, concluiu.

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