O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí (Sindjor-PI) emitiu uma nota de repúdio nesse sábado (21), criticando a decisão judicial que determinou o retorno do jornalista Arimatéia Azevedo à prisão em regime fechado. A entidade apontou “insensibilidade” da parte do Judiciário piauiense.
Arimatéia Azevedo, dono do portal AZ, estava em prisão domiciliar em razão de sentenças condenatórias por crimes de extorsão e estelionato. Seu estado de saúde debilitado havia lhe garantido o direito de cumprir a pena em casa, entretanto, no último dia 19 o juiz Marcus Klinger de Vasconcelos determinou seu retorno imediato ao sistema prisional.
Na nota, o sindicato citou os problemas de saúde do jornalista de 72 anos, que sofre de diabetes, hipertensão e sequelas de aneurisma e acidente vascular cerebral (AVC), o que exige acompanhamento médico contínuo e especializado.
“Mesmo assim, o Judiciário desconsiderou a falta de estrutura do sistema prisional para atender seu quadro clínico, ignorando os argumentos da defesa sobre os riscos à sua saúde”, diz a entidade.
O Sindjor também criticou outra decisão, de segunda instância, que indeferiu o pedido de prisão domiciliar. “O sindicato apela por sensibilidade e respeito à dignidade humana, confiando que o caso será revisto nas instâncias superiores, com o restabelecimento da prisão domiciliar para preservar a vida do jornalista”, diz outro trecho.
Thais Guimarães
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