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Teresina - Piauí

Proprietário do Clube do Catita morre após ser atacado por touro em Teresina

A vítima sofreu um corte profundo na região do abdômen e foi socorrida ao hospital, mas não resistiu.

O proprietário do Clube do Catita, Francisco das Chagas Lopes Silva, morreu nesse domingo (12), depois de ter sido atacado por um touro que ele criava em sua propriedade, no povoado Angolá, zona sudeste de Teresina.

Moradores da região afirmaram que Francisco Lopes estava realizando uma limpeza no campo do clube, na última quinta-feira (09), quando foi atacado pelo próprio animal que ele criava há 8 anos. A vítima sofreu um corte profundo na região do abdômen e foi socorrida ao hospital, onde permaneceu internada até esse domingo, ocasião em que não resistiu aos ferimentos.

Foto: Reprodução/WhatsAppFrancisco das Chagas Lopes Silva
Francisco das Chagas Lopes Silva

O senhor Antônio de Oliveira, morador do povoado Angolá, afirmou que o touro era considerado manso, mas, nos últimos dias, passou a apresentar comportamento estressado.

“O Francisco Catita era uma pessoa muito conhecida e querida aqui no povoado. Ele também era ligado ao clube aqui da comunidade. Infelizmente, aconteceu essa tragédia. Na quinta-feira, ele veio até o campo para fazer a limpeza, roçar o terreno, já que teria atividade no final de semana, no domingo. Quando chegou, o touro já estava agitado, urrando e se mexendo. Como ele tinha o costume de brincar com o animal, acabou se aproximando. Foi nesse momento que o touro partiu para cima dele. Apesar de ser considerado manso, o animal se alterou de repente e atacou com muita força. Do jeito que estava, poderia ter atingido qualquer pessoa, não foi algo direcionado só a ele”, explicou Antônio de Oliveira.

Foto: Lucas Dias/GP1Touro que atacou a vítima permanece no local do acidente
Touro que atacou a vítima permanece no local do acidente

Antônio de Oliveira afirmou que os demais moradores da região estão temerosos, pois, depois do acidente, os populares têm medo de que o animal possa deixar o terreno e atacar outras pessoas na região. “O correto é retirar esse animal daqui, porque isso aqui é um clube, um local com circulação de pessoas. A qualquer momento, ele pode arrebentar as cordas e avançar novamente. Há sempre gente no campo, e o risco é grande. Por isso, a recomendação é que o animal seja retirado o quanto antes, para evitar que algo assim aconteça novamente, até mesmo na estrada, com qualquer pessoa que passe por aqui”, completou.

Francisco das Chagas Lopes Silva foi sepultado na manhã desta segunda-feira (13), no momento em que reuniu familiares e amigos da região, onde ele era bastante querido.

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