O juiz Agliberto Gomes Machado, do Juízo Federal da 3ª Vara, concedeu liberdade provisória a Kenned Jose Machado de Sousa, acusado de contrabandear Mounjaro do Paraguai em Teresina. Ele foi preso no âmbito da operação Falso Clique deflagrada pela Polícia Federal (PF) no dia 12 de maio, e teve a soltura decretada após ser submetido a audiência de custódia no mesmo dia.
Na decisão, o magistrado atendeu pedido formulado pelo Ministério Público Federal (MPF), que manifestou pela concessão da liberdade provisória ao acusado mediante as seguintes condições: comparecer à Delegacia de Polícia Federal sempre que for intimado; proibição de ausentar-se da Comarco quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação; e não mudar de endereço sem prévia comunicação à PF.
Entenda o caso
Kenned Jose Machado de Sousa foi preso no âmbito da Operação Falso Clique, que teve o objetivo de desarticular uma rede de comercialização clandestina de medicamentos emagrecedores contrabandeados em Teresina. As canetas emagrecedoras comercializadas pelo investigado não possuíam autorização da Anvisa para circular no território nacional, e por isso ele fazia a compra dos remédios emagrecedores no Paraguai, e depois ingressava com eles no Brasil de forma clandestina.
Durante cumprimento de mandados de busca e apreensão no endereço do investigado, os policiais encontraram diversos emagrecedores a base de mounjaro e tizerpatida, ambos de origem estrangeira, além de diversos eletrônicos lacrados. Todos os produtos estavam desacompanhados de nota fiscal.
Os medicamentos eram armazenados em uma geladeira, enquanto os eletrônicos estavam guardados em uma caixa de papelão. Ao ser interrogado, Kenned Jose afirmou que trabalha como corretor revendendo todo tipo de objeto: medicamentos, eletrônicos, perfumes e carros. “Que atualmente comercializa tizerpatida e retatrutida; que os medicamentos vêm do Paraguai; que ingressa no Brasil com os medicamentos na própria mala e pega um ônibus até Teresina, evitando vir de avião em razão da fiscalização”, disse no depoimento.
Indiciamento
As medicações eram vendidas entre R$ 700,00 (setecentos reais) e R$ 800,00 (oitocentos reais), e com a comercialização, ele admitiu faturar cerca de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) por mês. Diante dos indícios de materialidade e autoria referente ao crime de contrabando, o delegado Marco Antônio Nunes Alves da Silva Filho indiciou o acusado pelo crime de contrabando.
Conhecido como "Kenin Retratutida", Kenned Jose Machado de Sousa, além de introduzir clandestinamente no país as canetas de Retatrutida, comercializada os produtos por meio do Whatsapp. Ele já foi preso em 2025 no Paraná pela mesma acusações, ocasião em que foi flagrado com 75 canetas de Retatrutida, e já é investigado por lavagem de dinheiro proveniente de tráfico de entorpecentes.
Carolina Matta
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