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Buriti dos Lopes - Piauí

Detento encontrado morto em presídio foi condenado por roubo contra ex-procurador Geral do Estado do Piauí

Adriano de Sousa Moura foi condenado a 13 anos, 2 meses de reclusão e 32 dias multa pelo crime.

Encontrado morto na noite dessa sexta-feira (24) na Penitenciária Bispo Sebastião Alves de Souza, situada em Buriti dos Lopes, o detento Adriano de Sousa Moura era considerado um indivíduo de alta periculosidade e por pertencer a uma facção criminosa. No ano de 2023, ele foi condenado a 13 anos, 2 meses de reclusão e 32 dias multa por roubo majorado contra o ex-procurador Geral do Estado do Piauí, Kildere Ronne de Carvalho Souza.

O crime foi registrado no dia 10 de fevereiro de 2017, quando ele e outros quatro cúmplices, todos armados, invadiram a residência e renderam o ex-procurador, a esposa, e os dois filhos do casal. Na ação, os assaltantes exigiram dinheiro, bens de valor, joias e uma pistola. Após o roubo, os cinco indivíduos empreenderam fuga, e mantiveram as vítimas trancadas em um quarto.

Foto: Reprodução/WhatsAppAdriano de Sousa
Adriano de Sousa

Adriano de Sousa Moura também acumulava inúmeras passagens pela polícia pela prática de diversos crimes, e possuía processos que, juntos, somam condenações de mais de 20 anos.

No ano de 2022, ele participou de uma fuga em massa na Penitenciária Professor José Ribamar Leite, a antiga Casa de Custódia, situada na capital piauiense. Ele e outros nove detentos fugiram na madrugada do dia 5 de abril, após cerrarem as grades da cela e usarem os lençóis como corda. O indivíduo foi capturado cerca de 15 dias depois da fuga.

Morte em penitenciária

Momentos antes de morrer, o detento tinha sido transferido da Penitenciária Irmão Guido, na zona sul de Teresina, para a unidade prisional em Buriti dos Lopes, no Norte do Piauí. Segundo informação da Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus-PI), o homem passou mal por volta das 22h e recebeu atendimento das equipes de saúde da unidade prisional e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Mesmo com a assistência, Adriano não resistiu e foi a óbito dentro do presídio. A causa da morte foi apontada como um mal súbito provocado por um infarto. O Instituto de Medicinal Legal (IML) foi acionado para realizar os procedimentos cabíveis sobre o caso.

Após a morte de Adriano de Sousa, foi registrado um princípio de rebelião entre os demais internos da penitenciária, mas que foi controlada após intervenção dos policiais penais em serviço. Forças especializadas da Segurança Pública também prestaram apoio à ocorrência.

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