O desfecho de um dos crimes mais brutais e de maior repercussão dos últimos anos em Teresina está cada vez mais próximo. Quatro anos após o assassinato da analista judiciária Tainah Luz Brasil Rocha, a 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da capital deu o passo processual decisivo para que as acusadas, Geovana Thais Vieira da Silva e Fernanda Maria Lobão Ayres, finalmente enfrentem o banco dos réus.
Em despacho assinado nessa terça-feira (07), o juiz Muccio Miguel Meira confirmou o trânsito em julgado da decisão de pronúncia. Na prática, isso significa que não há mais recursos possíveis contra a decisão que enviou as duas rés para julgamento popular. Agora, o processo entra na fase do Artigo 422 do Código de Processo Penal (CPP), a última etapa antes da marcação da data do julgamento.
O magistrado determinou a intimação imediata do Ministério Público Estadual e das defesas de Geovana e Fernanda. As partes têm agora um prazo rigoroso de 05 (cinco) dias para apresentar o rol de testemunhas que serão ouvidas em plenário, requerer diligências necessárias para a preparação do julgamento e juntar documentos que pretendam utilizar durante a sessão do Tribunal do Júri.
Após essa manifestação, o processo voltará concluso para que o juiz delibere sobre as provas e, finalmente, designe o dia e a hora em que o Conselho de Sentença decidirá o destino das acusadas.
Relembre o crime
Tainah Luz Brasil Rocha, de 28 anos, era analista judiciária e filha do jornalista Marcelo Rocha. O crime ocorreu na madrugada de 15 de maio de 2022, em uma residência no bairro Mocambinho, zona norte de Teresina.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi atingida por 13 golpes de faca durante uma discussão na casa de sua ex-namorada, Fernanda Ayres, que na época mantinha um relacionamento com Geovana Thais. Tainah chegou a ser socorrida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no hospital.
Acusação de homicídio qualificado
Geovana Thais e Fernanda Maria respondem por homicídio qualificado. Durante a instrução do processo, Geovana chegou a confessar os golpes, alegando ter agido em defesa de Fernanda. No entanto, as investigações e a perícia apontaram para uma dinâmica de crueldade que levou o Judiciário a manter a acusação de crime contra a vida para ser decidida pela sociedade teresinense.
As rés, que aguardam o julgamento em liberdade, agora enfrentam a contagem regressiva para o veredito final. A expectativa no meio jurídico e entre os familiares da vítima é que a sessão do Tribunal do Júri seja designada ainda para o segundo semestre deste ano.
Gil Sobreira
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