O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu nesta quinta-feira (2) a situação de emergência em seis cidades do Piauí afetadas pela seca. Foram contemplados os municípios de São Francisco de Assis do Piauí, Betânia do Piauí, Simões, Acauã e Várzea Branca. A decisão foi publicada em portaria no Diário Oficial da União (DOU) e permite que as prefeituras solicitem recursos federais para enfrentar os impactos da estiagem prolongada.
O reconhecimento federal garante aos municípios acesso a apoio emergencial, como compra de cestas básicas, água mineral, kits de higiene, limpeza e dormitório, além de refeições para trabalhadores e voluntários que atuam em ações de defesa civil. Os pedidos devem ser encaminhados ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Além do Piauí, outras 48 cidades de diferentes estados também tiveram a situação de emergência reconhecida. No Nordeste, municípios de Alagoas, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe enfrentam períodos de estiagem ou seca. Em estados como Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os problemas registrados foram vendavais e fortes chuvas.
O quadro no Piauí é resultado da seca, caracterizada por um período ainda mais prolongado de ausência de chuvas em comparação à estiagem. A falta de precipitações compromete o abastecimento de água, a produção agrícola e a rotina das comunidades que dependem de atividades ligadas ao campo. Os municípios piauienses já vinham enfrentando dificuldades e agora poderão contar com apoio financeiro para medidas emergenciais.
Entre os desastres registrados em outras regiões, destacam-se deslizamentos em Pirapora do Bom Jesus, em São Paulo, e alagamentos em Terra Alta, no Pará. Cidades como Brasnorte, no Mato Grosso, e Dois Vizinhos, no Paraná, relataram prejuízos provocados por vendavais. Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, temporais também causaram danos que levaram ao reconhecimento da situação emergencial.
Com a publicação no DOU, caberá às prefeituras enviar planos de trabalho detalhando as ações necessárias. A Defesa Civil Nacional analisará as propostas e, em caso de aprovação, publicará nova portaria indicando os valores liberados.