O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou nesta sexta-feira (14) que o orçamento de 2026 será dividido de forma equilibrada entre as secretarias do Executivo e os demais poderes do Estado. A declaração ocorre após a ida dos secretários de Planejamento e Fazenda, Washington Bonfim e Emílio Júnior, à Assembleia Legislativa, na última terça-feira (11), para discutir as demandas de cada área.
Segundo o governador, todas as pastas têm interesse em realizar mais investimentos nas áreas de segurança e saúde, o que também pressiona por aumento de orçamento. O chefe do Palácio de Karnak pontuou que, da mesma forma, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública reivindicam recursos adicionais para melhorar os serviços prestados e, por isso, o Governo e parlamentares devem equilibrar esses pedidos e organizar a partilha do orçamento.
“Olha, todos os poderes e todas as secretarias do Executivo querem aumentar o orçamento, porque todo mundo quer trabalhar mais e melhor. Qual é o papel do governo e, sobretudo, dos parlamentares? Dividir a receita disponível entre os poderes e entre as secretarias do Estado. Por exemplo, todo mundo do Piauí quer mais investimento em segurança pública, então nós queremos aumentar o orçamento da segurança pública. Todo mundo do Piauí quer aumentar a saúde pública, o recurso para a saúde, então nós queremos aumentar o orçamento da saúde pública, do mesmo jeito que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria querem aumentar o seu orçamento para poder prestar um melhor serviço à sociedade”, disse o governador.
O chefe do Executivo destacou ainda que o debate sobre o orçamento ocorrerá de forma aberta e democrática no Legislativo, com previsão de votação em dezembro, quando deve ser apresentada uma proposta considerada pelo governo como equilibrada.
“O trabalho da peça orçamentária, portanto, é dividir esse bolo de maneira equilibrada e priorizando aquilo que é prioridade do povo, dado que a Assembleia é a casa do povo. Então, mais uma vez, nós vamos para esse debate. É um debate democrático, feito lá na casa do povo, e vai ser votado, provavelmente em dezembro, uma peça orçamentária bastante equilibrada”, ressaltou o gestor.