O Município de Curimatá enfrenta um grave rombo financeiro decorrente da gestão do ex-prefeito Valdecir Júnior , que deixou de recolher as contribuições previdenciárias dos servidores contratados durante todo o ano de 2022. Segundo a prefeitura, o valor total da dívida acumulada chega a R$ 5.817.796,41 , representando um impacto significativo nas contas públicas e na regularidade fiscal do município.
De acordo com informações oficiais da prefeitura, entre janeiro e dezembro de 2022, o então gestor não reteve, não recolheu e não repassou à Previdência Social as contribuições obrigatórias dos trabalhadores contratados. A omissão gerou infração, multas e encargos, deixando ao município uma responsabilidade financeira que agora ultrapassa cinco milhões e oitocentos mil reais.
A falta de repasse das contribuições previdenciárias configura uma das irregularidades mais graves na administração pública. Além de violar a legislação fiscal e previdenciária, compromete o equilíbrio financeiro do município e prejudica os servidores que dependem da correta contabilização de seus direitos previdenciários.
A atual gestão deve adotar as providências cabíveis para regularizar a situação junto à Previdência Social, renegociando a dívida e prevenindo novos acréscimos de juros, evitando que Curimatá enfrente sanções ainda maiores no futuro.
A Prefeitura de Curimatá ingressou com ação civil de improbidade contra o ex-prefeito na Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Corrente, no dia 19 de novembro.
A população, por sua vez, acompanha com expectativa os desdobramentos e as possíveis responsabilizações decorrentes do prejuízo milionário deixado pela administração anterior.
Outro lado
Procurado, na manhã desta segunda-feira (24), o ex-prefeito Valdeci Júnior não foi localizado para comentar o assunto. O espaço está aberto para esclarecimentos.