Um parecer emitido pelo Ministério Público Eleitoral revela que o órgão ministerial foi favorável à revogação da prisão preventiva da vereadora Tatiana Medeiros (PSB). A parlamentar acabou conseguindo na Justiça o direito à prisão domiciliar , no último dia 3 de junho.

O parecer foi emitido no dia 30 de maio pelo promotor Antônio Rodrigues de Moura, que se manifestou sobre o pedido da defesa de Tatiana Medeiros, requerendo a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Foto: Reprodução/ Instagram
Vereadora Tatiana Medeiros

Ao opinar a favor da vereadora, o promotor citou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considera desnecessária a prisão preventiva diante da possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas.

Diante disso, o promotor Antônio Rodrigues opinou pela revogação da prisão preventiva de Tatiana Medeiros, recomendando as seguintes medidas cautelares:

- Comparecimento mensal ao Juízo da 98ª Zona Eleitoral, para justificar suas atividades;

- Proibição de manter contato com qualquer dos outros acusados ou testemunhas deste processo, seja por qualquer meio, inclusive eletrônico;

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- Proibição de mudança de endereço ou ausência da Comarca, sem prévia autorização deste Juízo;

- Suspensão da atividade parlamentar como vereadora do Município de Teresina, enquanto durar a tramitação da ação penal; e

- Monitoramento eletrônico, enquanto durar a tramitação da ação penal.

Celular na prisão

O colunista Brunno Suênio revelou em primeira mão, no GP1 , que a vereadora Tatiana Medeiros estava fazendo uso do celular na cadeia desde 7 de abril, três dias depois da sua prisão. Nesse período, a parlamentar manteve contato com familiares, assessores, advogados e com o namorado, Alandilson Cardoso Passos , apontado como liderança da facção criminosa Bonde dos 40, que também se encontra preso.

A Polícia Federal acredita que o aparelho iPhone 16 Pro Max tenha sido entregue a Tatiana por um advogado, e não pela mãe dela, Maria Odélia Medeiros, que chegou a assumir a autoria do fato.

Prisão domiciliar

Mesmo diante das infrações cometidas na sala de Estado Maior em que estava detida, Tatiana Medeiros conseguiu prisão domiciliar, por decisão da juíza Júnia Maria Bezerra Feitosa Fialho, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina.