O Complexo Maçônico Reginaldo Rufino Leal, no bairro Uruguai, de símbolo de progresso, virou monumento à negligência da Grande Loja Maçônica do Piauí, hoje foco de insegurança e criminalidade. A realidade é chocante: paredes pichadas, janelas e fiação arrancadas, vandalismo. O antigo campo de futebol virou esconderijo para usuários de drogas e vândalos, que furtam o que resta, perpetuando a destruição.
A vida dos moradores foi drasticamente alterada. O medo é constante. "Aqui virou terra de ninguém. A gente tem medo até de passar perto, principalmente à noite", relata uma moradora. Vídeos e fotos em WhatsApp amplificam o abandono: banheiros destruídos, portas arrombadas, fios arrancados, janelas desaparecidas. Inadmissível que tal propriedade atinja ruína sem intervenção, cuja inação é cumplicidade com a degradação.
O contraste entre o presente desolador e passado promissor atesta irresponsabilidade. Inaugurado em 2008, o projeto, batizado com o nome do Grão-Mestre Reginaldo Rufino Leal, foi anunciado como marco, prometendo reuniões maçônicas, ações sociais e esporte. O projeto prometia inclusão e apoio social. Hoje, essas promessas são palavras vazias em um prédio em ruínas, símbolo de potencial desperdiçado. A Grande Loja Maçônica abandonou o imóvel e seu compromisso social público.
É imperativo questionar como uma instituição que prega responsabilidade social pode descartar patrimônio de impacto comunitário, ignorando uma população aterrorizada. O silêncio é declaração de desinteresse e fuga de responsabilidades. Não há justificativa para permitir que um bem se torne vetor de criminalidade e medo, possuindo meios para intervir.
Enquanto o Complexo Maçônico se desintegra, a população do bairro Uruguai clama por intervenção urgente. O temor de que o local se torne foco permanente de violência, colocando em risco crianças, idosos e trabalhadores, é uma realidade inaceitável. A comunidade cobra providências e exige resposta antes que degradação e medo culminem em tragédia.
A comunidade não deveria implorar por segurança. A responsabilidade recai sobre a Grande Loja Maçônica do Piauí, cujo silêncio ensurdecedor atesta falha institucional, contrapondo-se ao clamor por respostas e respeito. A inação não é opção; é escolha que perpetua sofrimento e insegurança. A hora de agir é agora, antes que o Complexo Maçônico se torne símbolo permanente de irresponsabilidade e descaso.