A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (ADAPI) publicou uma portaria, de 19 de junho, que estabelece critérios para a identificação, classificação e monitoramento de propriedades rurais consideradas de maior risco sanitário para a introdução e disseminação de doenças nos rebanhos piauienses. A medida tem como objetivo fortalecer as ações de vigilância, fiscalização e prevenção de enfermidades que podem causar prejuízos à pecuária estadual.
A norma foi assinada pelo diretor-geral da ADAPI, Antônio Abreu Costa , e prevê que a classificação de risco servirá de base para o planejamento das atividades de vigilância ativa, inspeção, fiscalização e educação sanitária desenvolvidas pela agência. As propriedades enquadradas como de maior risco serão registradas no Sistema de Defesa Agropecuária do Piauí (SIDAPI).
De acordo com a portaria, os critérios variam conforme os programas de defesa sanitária animal executados pela ADAPI e levam em consideração características específicas de cada atividade produtiva e das doenças de maior relevância epidemiológica.
Entre os fatores que podem levar uma propriedade a ser considerada de maior risco estão a localização próxima a fronteiras estaduais, aeroportos, portos, rodoviárias, abatedouros, lixões e locais de grande concentração de animais. Também entram na classificação propriedades com intenso fluxo de movimentação animal, histórico de doenças, ausência de atualização cadastral ou transporte de animais sem a Guia de Trânsito Animal (GTA).
A regulamentação contempla diversos programas sanitários, incluindo os de erradicação da febre aftosa, sanidade suína, avícola, equídea, de caprinos e ovinos, controle da raiva dos herbívoros, brucelose e tuberculose, sanidade dos animais aquáticos e saúde das abelhas. Cada segmento possui critérios específicos para avaliação dos riscos sanitários.
No caso da avicultura, por exemplo, serão consideradas de maior risco propriedades próximas a áreas de aves migratórias, reservas ambientais e feiras de comercialização de aves vivas. Já para a suinocultura, fatores como alimentação inadequada dos animais, proximidade de áreas com animais asselvajados e ausência de cercamento das propriedades podem elevar o grau de risco sanitário.
A ADAPI destaca que a adoção desses critérios permitirá direcionar melhor os esforços de vigilância e resposta rápida diante de possíveis ameaças à saúde animal, fortalecendo a proteção dos rebanhos e contribuindo para a manutenção do status sanitário da pecuária piauiense.