O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para revogar sua prisão preventiva. A defesa sustenta que não há elementos suficientes que justifiquem a manutenção da medida e argumenta que faltam provas concretas para mantê-lo detido. O executivo está preso desde 16 de abril.
No recurso encaminhado à Corte, os advogados propõem a substituição da prisão por medidas cautelares consideradas menos severas. Entre elas estão a entrega do passaporte, a proibição de exercer cargos públicos e o comparecimento periódico à Justiça.
A equipe jurídica também afirma que Paulo Henrique Costa ainda não prestou depoimento à Polícia Federal (PF), apesar de, segundo a defesa, terem sido encaminhados pedidos formais às autoridades desde o início das investigações, em novembro de 2025.
Na petição, os defensores rejeitam qualquer envolvimento do ex-presidente do BRB com empresas offshore, fundos fantasmas ou supostas irregularidades contábeis citadas no inquérito.
Paralelamente, os advogados tentam iniciar tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa aguarda um retorno dos procuradores sobre a celebração de um termo de sigilo, etapa considerada necessária para a abertura de negociações voltadas a um possível acordo de delação premiada.
Paulo Henrique Costa foi preso durante uma operação da Polícia Federal denominada Compliance Zero. Segundo os investigadores, o Banco de Brasília teria firmado contratos considerados prejudiciais ao interesse público para favorecer o Banco Master.
A apuração aponta que, em contrapartida às supostas vantagens concedidas nos negócios envolvendo a instituição pública, o ex-presidente do BRB teria recebido seis imóveis de alto padrão do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O patrimônio investigado está avaliado em cerca de R$ 146 milhões.
Leandro Soares
Ver todos os comentários | 0 |