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EXCLUSIVO! Servi-San se manifesta pela primeira vez sobre o caso Fernanda Lages

Estudante Fernanda Lages foi encontrada morta na obra do MPF, na qual a empresa Servi-san, é a responsável pela segurança privada..

As investigações sobre a morte misteriosa da estudante Fernanda Lages Veras, 19 anos, morta na manhã do dia 25 de agosto na obra inacabada da futura sede do Ministério Público Federal na Avenida João XXII em Teresina, tem causado bastante repercussão.

A garota, segundo levantamento da polícia, entrou pelo canteiro de obras do edifício do Tribunal Regional do Trabalho e chegou sozinha ou acompanhada nas instalações do prédio do Ministério Público Federal-MPF. Ela teria entrado na obra do MPF através de uma passagem comum que existe no final do muro que divide as duas construções públicas.

Imagem: ReproduçãoFernanda Lages Veras (Imagem:Reprodução)Fernanda Lages Veras

O que muita gente não entende é como os vigiais das obras do Tribunal Regional do Trabalho [por onde a estudante Fernanda Lages entrou] e do Ministério Público [local onde encontraram o corpo da jovem] não viram e nem escutaram nada.

Seguranças

No dia da morte de Fernanda Lages, a responsabilidade pela segurança  da obra da sede do TRT era da empresa Vanguarda Engenharia Ltda , que contratou o vigia Domingo Pereira da Silva Santos, 55 anos, para aquela função. Foi Domingos Pereira quem viu Fernanda entrar e nega que tenha visto qualquer outra situação anormal. Já a empresa Servi-san era a responsável pela segurança privada da obra do Ministério Público Federal, cujo vigilante do plantão daquela madrugada era Edson Rodrigo dos Santos. A indagação feita por muitos é: porque o vigia da Servi-San tem sido preservado enquanto o vigia Domingos é exaustivamente interrogado? Afinal, o corpo de Fernanda foi encontrado na obra onde o vigia Edson da Servi-San trabalhava naquele fatídico amanhecer de quinta-feira, 24 de agosto.

Segundo o jornalista do GP1, Feitosa Costa, a segurança de toda a área em que está sendo concluída a futura sede do Ministério Público Federal fica sob a responsabilidade da Servi-san, todos os dias, de 18 horas até às 6 horas da manhã do dia seguinte. De 6 horas até às 18 horas a responsabilidade é da Macrobase, construtora cearense responsável pelo acabamento do edifício, que utiliza vigias não profissionais a exemplo do que ocorria na obra do lado direito, a do Tribunal Regional do Trabalho.

E ainda, segundo matéria de Feitosa Costa, há uma grande expectativa entre os policiais que investigam a morte de Fernanda quanto ao resultado da comparação das amostras encontradas nas escadarias do prédio do MPF com as do vigilante profissional Edson Rodrigues dos Santos, que estava dentro da obra quando Fernanda Lages entrou, e tinha a responsabilidade de fazer ronda de meia em meia hora.

Servi – San

Segundo o site da empresa Servi-San, seu maior patrimônio é a credibilidade. E ainda, as empresas do Grupo Assis Fortes, têm como marca a seriedade em seus negócios e o respeito a seus clientes. Clique aqui e veja o site.
Imagem: ReproduçãoTexto extraído do site da Servi San.(Imagem:Reprodução)Texto extraído do site da Servi San.

O portal GP1 procurou conversar com o empresário Assis Fortes, presidente da Servi-San, sobre os serviços da empresa, especificamente sobre o vigilante Edson Rodrigues dos Santos, o qual era o responsável pela vigilância da obra do MPF e de responsabilidade da Servi-San, no dia que a estudante Fernanda Lages, foi encontrada morta misteriosamente. No entanto, quem representou Assis Fortes, foi a assessora jurídica da empresa, Lisnia Rodrigues.

GP1: A Servi-San é uma empresa que atua há mais de 40 anos e tem como marca, como o próprio site diz a seriedade e credibilidade. Sobre o caso Fernanda Lages que morreu no prédio do Ministério Público, no qual a segurança estava sob a responsabilidade da empresa. O que aconteceu de errado, já que o vigilante tinha a responsabilidade de fazer a ronda de meia em meia hora?

Servi-San:
Primeiramente eu acho que o serviço que a gente tem, ou por acaso, deixe de ter, seja lá em qualquer outro lugar, a gente só pode da informação, se por acaso for advinda do contrato. Como para um cliente ou para a justiça. Como é um caso, eu entendo que ele está correndo em segredo de justiça e todas as informações já foram prestadas para a polícia, eu não tenho nenhuma informação para lhe dar.

GP1: Não acha que houve falha, já que o vigilante é um profissional treinado para o serviço?

Servi-San: Se por acaso tenha alguma coisa, eu entendo que não seja irregular. A Servi-San trabalha direito e não tem nada com esse caso. É algo além dos nossos contratos, além do nosso âmbito, da nossa atuação. Toda informação deve ser prestada a polícia e a gente já prestou. Então não vejo porque está prestando informações incompatíveis com a sua.

GP1: Já que a estudante Fernanda Lages morreu no prédio do MPF e que tinha como responsabilidade pela segurança, a Servi-San, você não acha que isso afeta a credibilidade da empresa?

Servi-San: Não, de forma alguma. Isso é inquestionável A empresa continua com a mesma credibilidade que sempre teve há 43 aos e prestando o serviço que sempre fez. Até porque não tem nada haver a morte, ou o caso com o serviço que a Servi-San faz. E mesmo que tenha alguma ligação, todas as informações estão sendo prestada a polícia, então você pode solicitar os depoimentos para eles. Inclusive você pode pegar as informações diretamente com a polícia. O caso é sigiloso, peculiar, delicado e com certeza a gente não auxilia se prestarmos informações a torto e a direito. Devemos prestar informações devidamente quando for solicitado como já fizemos. Vamos auxiliar o que for possível quando for solicitado.

GP1: A Servi-San tem prestado apoio a seus vigilantes que passaram a ser investigados?

Servi-San: Eu continuo a dizer que não tenho nenhuma informação pra lhe dar.

GP1: O Presidente da Servi-San, o senhor Assis Fortes, conhecia a estudante Fernanda Lages?


Servi-San: Querida, seu Assis Fortes, nem está próximo do operacional. Ele é presidente da empresa. As informações mais detalhadas ele não sabe, ele não tem informação sobre isso. Ele nem conhecia, não sabe nem quem é. Não tem nenhuma ligação. Isso é uma coisa irrelevante para ele. Faz parte dos contratos. Por isso, inclusive estou representando ele pra lhe dizer, que as informações que a gente tem que dar, apresentamos a policia. No caso a polícia que tem que ser auxiliada, não a imprensa.


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