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Rosário Bezerra defende fim da impunidade a partir do ""Caso Fernanda Lages""

A vereadora Rosário Bezerra (PT) cobrou das autoridades competentes que a morte da estudante de Direito.

Imagem: Foto: ReproduçãoClique para ampliarRosário Bezerra(Imagem:Foto: Reprodução)Rosário Bezerra
Em audiência pública, sediada na Câmara Municipal de Teresina, a vereadora Rosário Bezerra (PT) cobrou das autoridades competentes que a morte da estudante de Direito, Fernanda Lages, não caia no esquecimento popular e sirva de exemplo para que casos da mesma natureza não tornem a acontecer no Piauí.

“A Câmara de Vereadores soma com o desejo da população no sentido de que a morte da estudante Fernanda Lages não seja apenas mais um caso de impunidade no nosso estado. O que nós cobramos é que as entidades cumpram seu papel e esclareçam o que de fato aconteceu com a vítima”, pontua Rosário Bezerra.

A vereadora lembra ainda que como presidente da Comissão de Assuntos de Interesse da Mulher, reuniu-se, no mês de setembro, com o secretário estadual de Segurança Pública, Raimundo Leite. “Durante o encontro que também contou com a presença de entidades locais de defesa da mulher, o secretário nos garantiu que no máximo em dez dias seria divulgado o resultado conclusivo do inquérito. Porém, os dados apresentados, depois de dois meses de investigações, não foram satisfatórios”, fala a parlamentar.

De acordo com Cassandra Lages, tia de Fernanda, a família está muito abalada e ainda não teve tempo de viver o luto, porém deposita toda sua confiança no trabalho da Polícia Federal que deve entrar no caso nos próximos dias.

Outro dado alarmante diz respeito ao aumento de denúncias relativas à violência contra a mulher na capital. Segundo a delegada Vilma Alves, titular da Delegacia da Mulher, situada no centro de Teresina, de janeiro a setembro de 2011, 1.532 boletins de ocorrência foram lavrados somente neste distrito, sendo que a capital possui mais duas delegacias especializadas no ramo. “Em média, a Delegacia da Mulher realiza entre quatro a sete procedimentos diários que correspondem à violência sexual, física, psicológica, patrimonial e/ou imoral”, conta a delegada Vilma Alves.


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