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Governo do Estado do Piauí negocia com Banco Mundial

As negociações já estavam acontecendo desde o mês de abril, mas tiveram um novo e importante momento nesta sexta-feira (03), em Recife.

Foi dado um grande passo para a formalização de operação de crédito entre o Governo do Estado do Piauí e o Banco Mundial, visando enfrentar o gargalo da dívida de curto prazo. O empréstimo solicitado, da ordem de 550 milhões de dólares, também será destinado ao fortalecimento dos projetos de desenvolvimento local.

As negociações já estavam acontecendo desde o mês de abril, mas tiveram um novo e importante momento nesta sexta-feira (03), em Recife. Neste encontro, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, se reuniu com os governadores da região Nordeste. O governador Wilson Martins apresentou as condições de desenvolvimento do Piauí e a importância do empréstimo.

A operação de crédito vai permitir ao Piauí a quitação das dívidas de curto prazo, com desconto do valor a ser pago. Além disso, essa operação vai permitir a renegociação dos valores principais em condições mais favoráveis, traduzidas em juros bem menores que os praticados atualmente, e que estrangulam o Estado.

Conforme o governador Wilson Martins, com esses recursos, o Piauí vai ter condições de pagar menos pela dívida de curto prazo e reduzir os juros da dívida de longo prazo, o que também implica em desembolso menor por parte do Estado.

Além de reduzir o peso da dívida, a operação de crédito está vinculada também a projetos de desenvolvimento local. A proposta apresentada pelo Piauí está centrada em três pontos.O primeiro, no campo educacional, com ênfase em atividades voltadas para formação da juventude. Outro ponto é o desenvolvimento verde, que significa crescer sem descuidar do meio ambiente. "O desenvolvimento sustentável é central nas nossas estratégias", ressalta Wilson.

O terceiro ponto é a gestão pública eficiente, uma das atenções prioritárias do governador Wilson Martins. Esse tipo de investimento é decisivo para gerar serviços públicos de qualidade e maior eficiência na gestão dos recursos públicos.

A proposta do Piauí foi recebida com grande interesse pelo presidente da instituição, Robert Zoellick, que destacou o potencial do Piauí como investimento local. Enfocou particularmente a produção de alimentos, uma necessidade do planeta que o Piauí pode atender de forma representativa.

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