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Entidades apontam falhas e apresentam propostas para melhorar o transporte público em Teresina

O seminário foi coordenado pelo promotor Fernando Santos, com apoio do Fórum Estadual em Defesa do Transporte Coletivo, e já está confirmado um segundo encontro para agosto deste a

Foi realizado na manhã desta quinta-feira (21), no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, o I Seminário sobre Transporte Coletivo de Teresina. Na oportunidade foram debatidos temas como valor da passagem de ônibus, integração, corredores exclusivos para coletivos e gratuidades. O seminário foi coordenado pelo promotor Fernando Santos, com apoio do Fórum Estadual em Defesa do Transporte Coletivo, e já está confirmado um segundo encontro para agosto deste ano.

Imagem: Divulgação/GP1Promotor Fernando Santos(Imagem:Divulgação/GP1)Promotor Fernando Santos

Participaram dos debates a economista Verônica Paraguassu Martins; o professor Antônio Cardoso Façanha, do Departamento de Geografia e História da UFPI; o advogado Raimundo Mendes, membro do Grupo de Trabalho de Transportes do Ministério das Cidades; o vice-presidente do Setut, Marcelino Lopes; o presidente da Câmara Municipal, Edvaldo Marques e representantes da sociedade civil.

Para o promotor Fernando Santos, as propostas e reclamações debatidas no encontro servirão para o aperfeiçoamento do transporte coletivo de Teresina e devem compor um documento oficial que será encaminhado para a Prefeitura de Teresina. “Este seminários serve para colocar a qualidade do transporte coletivo em pauta e abrir a mente dos gestores da Prefeitura de Teresina, em especial, da Strans, sobre a importância de pensar o transporte como uma política pública indispensável para a vida da população que paga seus impostos e merece um serviço com qualidade”, disse.

Imagem: Divulgação/GP1I Seminário sobre Transporte Coletivo de Teresina(Imagem:Divulgação/GP1)I Seminário sobre Transporte Coletivo de Teresina

Os convidados explanaram as mais diversas vertentes do transporte público. O professor Antônio Façanha explicou os pontos negativos e positivos do transporte público, estabeleceu uma relação de qualidade com o transporte individual e as consequências do aumento da quantidade de carros em Teresina para a degradação do meio ambiente. Raimundo Mendes, do Ministério das Cidades, defendeu mais atenção de todos os governos para a melhoria do transporte público. Já a economista Verônica Martins se debruçou sobre a falta de clareza da planilha de custos utilizada pelo Setut e pela Prefeitura na determinação do valor da tarifa do transporte coletivo.

Para o vice-presidente do Setut, Marcelino Lopes, o transporte coletivo deve ser pensado de forma mais abrangente, não apenas na questão do valor das passagens. Ele disse que falta planejamento urbano para que Teresina ofereça corredores exclusivos para coletivos e diz que o alto valor da tarifa reflete o uso indevido da meia-passagem e das gratuidades. “Em Teresina, 33% dos usuários pagam meia passagem, enquanto a média nacional é de 20%. Além disso, as gratuidades devem ser repensadas para que o usuário que paga o valor integral seja menos onerado”.

Imagem: Divulgação/GP1I Seminário sobre Transporte Coletivo de Teresina(Imagem:Divulgação/GP1)I Seminário sobre Transporte Coletivo de Teresina

No entanto, para o representante do Fórum Estadual em Defesa do Transporte Coletivo, Maurício Moreira, os argumentos do Setut são fracos quando comparados ao sofrimento da população de baixa renda para pagar o valor da passagem de ônibus. “Teresina tem a passagem mais cara do país quando relacionada ao tamanho do percurso dos coletivos. Se os empresários acham que não têm lucro, que entreguem o serviço para a gerência definitiva da Prefeitura. O que nós queremos é respeito e qualidade no serviço. O transporte público não deve ser tratado como mercadoria”, finalizou.

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