“Esta é sem dúvida a maior e a melhor Parada da Diversidade”, foi com esta afirmação que Marinalva Santana, diretora do Grupo Matizes, encerrou o evento tradicionalmente realizado há 10 anos em Teresina. De acordo com a Polícia Militar, nesta sexta-feira (26), a Avenida Raul Lopes recebeu um público estimado em 60 mil pessoas, número recorde de participação.
Para Marinalva Santana, a Parada da Diversidade é um momento de celebração e congregação de toda a sociedade. “Precisamos dialogar e mostrar que a população LGBT deseja apenas respeito. Além disso, necessitamos de políticas públicas eficazes que ponham fim a violência que ainda hoje ceifa a vida de tantos homossexuais”, pontua a militante.
Coroada “Madrinha da Parada 2011”, a jornalista Viviane Bandeira frisa que a luta contra a homofobia deve ser uma defesa coletiva. “Todos nós somos iguais exatamente por sermos diferentes. Não faz sentido que os heterossexuais se escandalizem com o amor homoafetivo e sejam indiferentes a tantos outros problemas maiores como a violência”, defende. O artista plástico, Tupy Neto, recebeu o título de “Padrinho da Parada 2011”.
Presente na 10ª Parada da Diversidade, o deputado estadual, Fábio Novo (PT), afirma que mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo a união estável entre casais homoafetivos, o Piauí ainda precisa avançar. O parlamentar apresentou, recentemente, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que pretende incluir o termo ‘orientação sexual’ na lista dos direitos constitucionais dos piauienses. A PEC ainda não foi votada pela Assembleia Legislativa do Piauí.
De cima do trio elétrico do Grupo Matizes, a vereadora Rosário Bezerra (PT) expressava sua felicidade em colaborar com a festa. Na quinta-feira (25), às vésperas da Parada da Diversidade, a Câmara Municipal de Teresina aprovou o projeto de lei, de autoria da vereadora petista, que inclui o evento no calendário oficial do município.
Acompanhando toda a movimentação da Parada, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, declarou que a mudança do percurso para a Avenida Raul Lopes só trouxe benefícios para o evento. “O receio em alterar a trajetória da Parada da Diversidade, realizada anteriormente em trechos da Avenida Frei Serafim, foi surpreendido pela dimensão que o evento tomou. A Parada da Diversidade está ainda maior e com mais segurança”, fala.
Em 2011, um helicóptero jogando pétalas de rosas e a bandeira gigante do arco-íris, medindo 60 metros de altura e 12 de largura, hasteada na Ponte Estaiada, foram as grandes novidades da Parada da Diversidade.
União de gerações
Como afirma a madrinha Viviane Bandeira, a Parada é da Diversidade e não apenas Gay. Prova disto foi a mescla da sociedade que marcou presença no evento como: deficientes físicos, idosos, crianças e casais heterossexuais.
A aposentada Maria Augusta, de 69 anos, munida com sua câmera fotográfica analógica, registrava as melhores imagens do evento. “A cidadania é para todos, cada um tem o direito de ser feliz independente de sua orientação sexual, raça ou poder aquisitivo. Estou muito feliz em participar da Parada”, relata.
Quem abriu os desfiles na Avenida Raul Lopes foi um grupo de cadeirantes. Dentre elas, Rosemeire Barros, de 28 anos, afirma que participa de todas as edições da Parada da Diversidade. “Se as pessoas não podem ter preconceito comigo por minha condição física, por que elas discriminam o público LGBT?”.
Caravanas das cidades de Timon, Pedro II, Caxias, Piripiri, Floriano, Parnaíba e Angical vieram para Teresina exclusivamente participar da 10ª Parada da Diversidade.
Renda extra
Outro fator importante que corrobora a realização da Parada da Diversidade é a geração de renda. Trabalhadores autônomos distribuíram-se ao longo do percurso do evento para atender às necessidades do público presente.
Isabel Alves Gonçalves, que trabalha vendendo bebidas e bombons há mais de 10 anos, participou pela primeira vez da Parada. “Nunca tinha visto tanta gente reunida como hoje. As vendas estão significativas”, conta.
Já a autônoma Rosa Pereira, disse que “este é o terceiro ano que vendo comidas e bebidas durante o evento. O lucro positivo sempre me motiva”.
A Parada da Diversidade integra a programação da 7ª Semana do Orgulho de Ser que promove, desde o dia 21 de agosto, intensos debates envolvendo temas como homofobia, cidadania e consumo LGBT, dentre outros temas. A noite de ontem (26), foi finalizada com um grande show que trouxe para a Ponte Estaiada a banda Mary Jane, o vocalista da banda Validuaté, José Quaresma; dentre outros.
Para Marinalva Santana, a Parada da Diversidade é um momento de celebração e congregação de toda a sociedade. “Precisamos dialogar e mostrar que a população LGBT deseja apenas respeito. Além disso, necessitamos de políticas públicas eficazes que ponham fim a violência que ainda hoje ceifa a vida de tantos homossexuais”, pontua a militante.
Imagem: Divulgação/GP1
Deputada Flora Izabel, deputado Fábio, vereadora Rosário Bezerra
Deputada Flora Izabel, deputado Fábio, vereadora Rosário BezerraCoroada “Madrinha da Parada 2011”, a jornalista Viviane Bandeira frisa que a luta contra a homofobia deve ser uma defesa coletiva. “Todos nós somos iguais exatamente por sermos diferentes. Não faz sentido que os heterossexuais se escandalizem com o amor homoafetivo e sejam indiferentes a tantos outros problemas maiores como a violência”, defende. O artista plástico, Tupy Neto, recebeu o título de “Padrinho da Parada 2011”.
Presente na 10ª Parada da Diversidade, o deputado estadual, Fábio Novo (PT), afirma que mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo a união estável entre casais homoafetivos, o Piauí ainda precisa avançar. O parlamentar apresentou, recentemente, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que pretende incluir o termo ‘orientação sexual’ na lista dos direitos constitucionais dos piauienses. A PEC ainda não foi votada pela Assembleia Legislativa do Piauí.
De cima do trio elétrico do Grupo Matizes, a vereadora Rosário Bezerra (PT) expressava sua felicidade em colaborar com a festa. Na quinta-feira (25), às vésperas da Parada da Diversidade, a Câmara Municipal de Teresina aprovou o projeto de lei, de autoria da vereadora petista, que inclui o evento no calendário oficial do município.
Acompanhando toda a movimentação da Parada, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, declarou que a mudança do percurso para a Avenida Raul Lopes só trouxe benefícios para o evento. “O receio em alterar a trajetória da Parada da Diversidade, realizada anteriormente em trechos da Avenida Frei Serafim, foi surpreendido pela dimensão que o evento tomou. A Parada da Diversidade está ainda maior e com mais segurança”, fala.
Em 2011, um helicóptero jogando pétalas de rosas e a bandeira gigante do arco-íris, medindo 60 metros de altura e 12 de largura, hasteada na Ponte Estaiada, foram as grandes novidades da Parada da Diversidade.
União de gerações
Como afirma a madrinha Viviane Bandeira, a Parada é da Diversidade e não apenas Gay. Prova disto foi a mescla da sociedade que marcou presença no evento como: deficientes físicos, idosos, crianças e casais heterossexuais.
A aposentada Maria Augusta, de 69 anos, munida com sua câmera fotográfica analógica, registrava as melhores imagens do evento. “A cidadania é para todos, cada um tem o direito de ser feliz independente de sua orientação sexual, raça ou poder aquisitivo. Estou muito feliz em participar da Parada”, relata.
Quem abriu os desfiles na Avenida Raul Lopes foi um grupo de cadeirantes. Dentre elas, Rosemeire Barros, de 28 anos, afirma que participa de todas as edições da Parada da Diversidade. “Se as pessoas não podem ter preconceito comigo por minha condição física, por que elas discriminam o público LGBT?”.
Caravanas das cidades de Timon, Pedro II, Caxias, Piripiri, Floriano, Parnaíba e Angical vieram para Teresina exclusivamente participar da 10ª Parada da Diversidade.
Renda extra
Outro fator importante que corrobora a realização da Parada da Diversidade é a geração de renda. Trabalhadores autônomos distribuíram-se ao longo do percurso do evento para atender às necessidades do público presente.
Isabel Alves Gonçalves, que trabalha vendendo bebidas e bombons há mais de 10 anos, participou pela primeira vez da Parada. “Nunca tinha visto tanta gente reunida como hoje. As vendas estão significativas”, conta.
Já a autônoma Rosa Pereira, disse que “este é o terceiro ano que vendo comidas e bebidas durante o evento. O lucro positivo sempre me motiva”.
A Parada da Diversidade integra a programação da 7ª Semana do Orgulho de Ser que promove, desde o dia 21 de agosto, intensos debates envolvendo temas como homofobia, cidadania e consumo LGBT, dentre outros temas. A noite de ontem (26), foi finalizada com um grande show que trouxe para a Ponte Estaiada a banda Mary Jane, o vocalista da banda Validuaté, José Quaresma; dentre outros.
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