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Teresina ganhará Centro de Referência em Direitos Humanos

O espaço vai oferecer atendimento jurídico, psicológico e social conforme a necessidade da ameaça ou violação de direitos identificados.

 Crianças, adolescentes, idosos, LGBT"s, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência e mulheres vítimas de violência, entre outros grupos vão ganhar um espaço onde terão garantido atendimento, orientação, encaminhamento e acompanhamento das violações dos direitos humanos fundamentais. Será o Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), cuja implantação está prevista para novembro e funcionará na sede do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS).

O espaço vai oferecer atendimento jurídico, psicológico e social conforme a necessidade da ameaça ou violação de direitos identificados. O trabalho será fundamentado na mediação de conflitos após a escuta qualificada através de convênio com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

O representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Biel Rocha, se reuniu hoje (30) com uma equipe da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (Semtcas) para orientar o trabalho de implantação do CRDH em Teresina. Segundo ele, apenas dois centros foram aprovados para esta região, o de Teresina e o de Timon. Na cidade vizinha o trabalho será desenvolvido através por uma Organização Não Governamental.

"Vim orientar a implantação dos centros de Teresina e de Timon. O trabalho funciona a partir da escuta e após a análise de cada caso serão feitos os encaminhamentos. O monitoramento das ações é realizado através de visitas", explica Biel.

A secretária Graça Amorim destaca a relevância do projeto para a solução de conflitos em Teresina. "Neste centro faremos intervenções voltadas para a resolução dos fatores geradores das violações e risco dos direitos humanos, aumentando a proteção social à pessoa que tem seus direitos violados. São pessoas residentes em Teresina identificadas pelos CREAS, Disque Cidadania, encaminhadas por órgãos parceiros ou mesmo demanda espontânea com direitos violados ou em risco. Esta área de solução de conflitos pode, inclusive, reduzir a procura pela justiça comum".

O Centro atuará durante 12 meses, atendendo de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h e de 14h às 18h e contará com uma equipe multidisciplinar. Cursos de capacitação nas áreas de Direitos Humanos e Mediação de Conflitos serão ministrados para capacitar a equipe envolvida no trabalho.

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