As cinco mortes ocorridas neste mês de agosto na Casa de Detenção Provisória “José Ribamar Leite”, a Casa de Custódia, demonstram a dificuldade dos agentes e policiais em evitar conflitos e mortes naquela unidade prisional, preocupando os parentes de detentos e a sociedade em geral, que temem que essas ações evoluam para motins e fugas em massa.
De acordo com o Capitão Dênio Marinho, diretor da Casa de Custódia, a superlotação dificulta a identificação de brigas dentro das celas. “É complicado para os sentinelas detectar brigas ou agressões dentro de celas superlotadas. Ainda assim, muito se tem feito nesse sentido, pois qualquer movimentação estranha tem sido dispersada a tempo de evitar algo pior”, explicou o Capitão.
Inspeção diária nas celas
Segundo o Capitão Marinho, as celas são vistoriadas diariamente para evitar o porte de quaisquer tipos de armas. “Realizamos diariamente vistorias nas celas, pois os presos conseguem fabricar armas com barras e pedaços de ferro”, explica. “Eles molham as paredes até ficarem fofas e assim alcançam estruturas de ferro, retiram e transformam em armas”, acrescentou.
Além de pedaços de ferros, também são apreendidos celulares e drogas. “Como não pode mais realizar a vistoria do visitante com a técnica do agachamento e do espelho, as visitas dos detentos trazem drogas e celulares escondidos em partes íntimas, mas ainda assim conseguimos apreender esses objetos encontrando escavações no chão e nas paredes feitas pelos presos”, explicou Dênio.
Richas, drogas e mortes
Segundo o Capitão, as brigas e mortes tem se intensificados devido a dívidas e disputa de poder relativas a drogas. “Muitos chegam aqui já avisando que dentro da Casa de Custódia tem algum desafeto que pode matá-lo. Acertos de contas relativos a drogas e disputa de poder dentro dos pavilhões são motivos constantes para brigas e mortes. “Diariamente recebo cerca de 60 bilhetes de detentos pedindo para serem trocados de pavilhão por estarem jurados de morte. É humanamente impossível evitar mortes diante dessa superlotação”, enfatizou o diretor. “No caso da morte do detento Raimundo Brito dos Santos (ocorrida no dia 10 de agosto por volta das 05:40h) um dos seis detentos que estavam na cela assumiu dizendo que simplesmente agarrou o pescoço da vítima sem motivo algum e o enforcou”, acrescentou o diretor.
Para o diretor, a diminuição da superlotação é a chave para a solução de diversos problemas enfrentados atualmente na Casa de Custódia. “Não há como conservar estruturas físicas com tanto preso em uma cela só. Além disso esse problema facilita a ocultação de brigas e mortes dentro das celas. Com a inauguração da penitenciária de São Raimundo Nonato e futuramente as de Altos e Campo Maior, muitos problemas hoje enfrentados serão resolvidos”, finalizou o capitão Dênio Marinho.
De acordo com o Capitão Dênio Marinho, diretor da Casa de Custódia, a superlotação dificulta a identificação de brigas dentro das celas. “É complicado para os sentinelas detectar brigas ou agressões dentro de celas superlotadas. Ainda assim, muito se tem feito nesse sentido, pois qualquer movimentação estranha tem sido dispersada a tempo de evitar algo pior”, explicou o Capitão.
Inspeção diária nas celas
Segundo o Capitão Marinho, as celas são vistoriadas diariamente para evitar o porte de quaisquer tipos de armas. “Realizamos diariamente vistorias nas celas, pois os presos conseguem fabricar armas com barras e pedaços de ferro”, explica. “Eles molham as paredes até ficarem fofas e assim alcançam estruturas de ferro, retiram e transformam em armas”, acrescentou.
Imagem: Mírian Gomes
Materiais de ferro retirados das paredes pelos detentos e transformados em armas perigosas
Materiais de ferro retirados das paredes pelos detentos e transformados em armas perigosasAlém de pedaços de ferros, também são apreendidos celulares e drogas. “Como não pode mais realizar a vistoria do visitante com a técnica do agachamento e do espelho, as visitas dos detentos trazem drogas e celulares escondidos em partes íntimas, mas ainda assim conseguimos apreender esses objetos encontrando escavações no chão e nas paredes feitas pelos presos”, explicou Dênio.
Imagem: Mírian Gomes
Celulares encontrados dentro das celas da Casa de Custódia durante o mês de agosto
Celulares encontrados dentro das celas da Casa de Custódia durante o mês de agostoRichas, drogas e mortes
Segundo o Capitão, as brigas e mortes tem se intensificados devido a dívidas e disputa de poder relativas a drogas. “Muitos chegam aqui já avisando que dentro da Casa de Custódia tem algum desafeto que pode matá-lo. Acertos de contas relativos a drogas e disputa de poder dentro dos pavilhões são motivos constantes para brigas e mortes. “Diariamente recebo cerca de 60 bilhetes de detentos pedindo para serem trocados de pavilhão por estarem jurados de morte. É humanamente impossível evitar mortes diante dessa superlotação”, enfatizou o diretor. “No caso da morte do detento Raimundo Brito dos Santos (ocorrida no dia 10 de agosto por volta das 05:40h) um dos seis detentos que estavam na cela assumiu dizendo que simplesmente agarrou o pescoço da vítima sem motivo algum e o enforcou”, acrescentou o diretor.
Imagem: Mírian Gomes
Bilhetes diários direcionados pelos detentos ao diretor da Casa de Custódia informam sobre richas e ameaças constantes de mortes
Bilhetes diários direcionados pelos detentos ao diretor da Casa de Custódia informam sobre richas e ameaças constantes de mortesPara o diretor, a diminuição da superlotação é a chave para a solução de diversos problemas enfrentados atualmente na Casa de Custódia. “Não há como conservar estruturas físicas com tanto preso em uma cela só. Além disso esse problema facilita a ocultação de brigas e mortes dentro das celas. Com a inauguração da penitenciária de São Raimundo Nonato e futuramente as de Altos e Campo Maior, muitos problemas hoje enfrentados serão resolvidos”, finalizou o capitão Dênio Marinho.
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