No dia 29 de junho de 2009, foi inaugurada uma obra de grande importância para o centro comercial, que retirou os camelôs das ruas de Teresina, oferecendo um espaço amplo e confortável aos teresinenses: o Shopping da Cidade.
Mas a grande obra tem dividido opiniões entre os vendedores ambulantes transferidos para o Shopping da Cidade, carinhosamente chamada Shopping dos Camelôs.
A reportagem do GP1 percorreu o Shopping da Cidade para saber como anda o comércio físico e as vendas e entrevistou os micros empreendedores que deram seu depoimento.
Muitas foram as reclamações dos vendedores que trabalhavam nas ruas do centro de Teresina e hoje estão no Shopping da Cidade. Entre as reclamações: os valores das taxas cobradas de cada box, que varia de R$ 66,00 para os vendedores de castanha, R$ 100,00 e R$ 120,00 para os boxes dos ambulantes; Denunciam o valor cobrado de R$ 8 para ter acesso ao banheiro e clientes R$ 0,50; Escadas rolantes e elevador não funcionam; e pela falta de limpeza no prédio.
Lucilene da Silva Costa, 29 anos
“Melhorou o conforto e as mercadorias se valorizaram. Quando era na rua o povo olhava com outros olhos. Parece que antes eles tinham vergonha de parar e comprar. Hoje não, temos um local próprio e somos micro empreendedor individual. O SEBRAE olhou pra gente e podemos registrar firma. O que é caro, é a taxa dos Boxes que pagamos. Um boxe pequeno é no valor de R$ 103 e o grande R$ 120, tem uns espaços aqui, como na praça de alimentação e lojas que chegam ao valor de R$ 300. Se atrasar o pagamento, eles lacram o boxe. Acontece isso direto aqui”.
Elisangela Pinto Viana, 31 anos
"Aqui não é muito ruim, porque é próximo a Praça de Alimentação. Mas tem lugar que os colegas reclamam muito que não vendem. Prometeram uma passarela, mas até agora nada. Quem está lá embaixo não quer subir. O que falta é atrativo para o povo subir ao segundo e terceiro andar. Ainda tem dia que as escadas rolantes não funcionam", contou Elisangela.
Isaura Boaventura
“Um absurdo o valor cobrado. Podem ir as outros Shoppings de outras cidades e é bem mais barato. Podem comparar. Ainda tem a taxa cobrada para usar o banheiro. O Administrador daqui é mesmo do Shopping Riverside, duvido se ele cobra do pessoal de lá que é rico.
Aline Goldaw Gemiliano, 24 anos
"Eu estou aqui há pouco tempo. Mas os comentários é que as vendas caíram muito. Prometeram uma passarela e até agora não fizeram. Tem semana que não vende nada e ainda temos que pagar uma taxa de R$ 100 reais, sendo que não tem como pagar e muitas vezes tiramos do próprio bolso. Quando os camelos eram na rua, só pagávamos uma taxa de R$ 60 por ano. E agora pagamos uma taxa de R$ 8 para usar o banheiro e o cliente R$ 0,50. Este é o cartão, só entramos no banheiro se tiver com ele. E ainda aqui é tudo sujo, o banheiro também, pode olhar. As meninas da limpeza passam e não olham, nós mesmos que fazemos a limpeza.
Francinelde Araujo, 27 anos
"Tem época que passamos semanas coladas, sem vender nada. Aqui no 3º andar os clientes têm preguiça de subir, falta atrativo. Acho que os boxes deviam ser centralizados. Por exemplo, no 1º andar devia ser jeans, no 2º andar ligeries e a Praça de Alimentação, bombons, o 3º eletrônicos. Devia mudar para que os clientes tenham interesse de andar por todo Shopping da Cidade. Muita gente está escapando em viagens nos interiores em tempo de festejo, é essa nossa renda. E depois de tudo isso, ainda tem uma taxa de mais de R$100 pelo boxe. Como pagar se não vende? Achando pouco ainda tem uma taxa de R$ 8 reais para usar o banheiro".
Acesso ao banheiro
Após denuncias sobre o valor de R$ 0,50 cobrado para clientes para o uso do banheiro no Shooping da Cidade, a reportagem foi averiguar a informação e flagrou o momento que a funcionária só liberava o acesso após o pagamento.
Outro lado
Logo após a reportagem do GP1, entrou em contato com o administrador do local, Gustavo Cromwell de Carvalho para falar sobre as reclamações e criticas feitas pelos camelôs, principalmente com a relação aos valores cobrados por cada box.
O administrador explicou que as despesas do Shopping da Cidade giram em torno de R$ 160 mil por mês. E que os 1.915 micro empreendedores instalados lá pagam essas taxas cobradas para pagar as despesas de água, luz, segurança, limpeza e manutenção do prédio.
“O Shopping da Cidade é um local de grande despesas e que estava inadimplente devido atrasos nos pagamento dos boletos. As despesas do prédio chega a ser R$ 160 mil por mês. Só a conta de luz chega ao valor de R$ 30 mil. Então tínhamos que equilibrar as contas. Como é que eu pago uma dívida com o recebimento de R$ 140 mil se era R$ 160 todo mês? Mas graças a uma renegociação do débito, feita em até 36 vezes, conseguimos saldar a dívida do Shopping da Cidades. Mas estamos em uma situação complicada. Então no momento não tem como reduzir as taxas”, explicou.
Taxas cobradas para o uso do banheiro
Gustavo Carvalho explicou ainda sobre as taxas cobradas para clientes e vendedores no uso banheiro do Shopping da Cidade.
“Foi cobrado uma taxa única de R$ 8 no boleto referente apenas ao pagamento da confecção do cartão. É um cartão de identificação, com todos os dados de cada comodatário, que dá acesso livre ao banheiro. E o cliente quem vem ao Shopping da Cidade paga R$ 0,50 centavos para melhorar a qualidade do banheiro. Gastávamos um dinheiro absurdo com vasos quebrados, limpeza. O pessoa defecava o banheiro inteiro. Então foi cobrada essa taxa com essa finalidade de ajudar na manutenção e qualidade. Outra parte do dinheiro arrecadado será doado para instituições de caridade. Todo mês vamos ajudar uma diferente”, disse o administrador.
Passarela no Shopping da Cidade
Sobre a centralização dos Boxes no Shopping da Cidade, Gustavo Carvalho, lembrou que no dia dos sorteios sobre a localização dos boxes, os camelôs não quiseram centralizar as bancas por receio de afetar as vendas. Portanto o administrador do local informou que a promessa da construção da passarela que liga a estação do metrô diretamente ao 2° piso do Shopping, está próxima de ser construída.
“A obra já foi solicitada, agora a gente está cobrando da prefeitura. Essa passarela vai ligar o local do desembarque do metro para o segundo andar, assim melhorar o fluxo de pessoas nos andares de cima”, finalizou.
Mas a grande obra tem dividido opiniões entre os vendedores ambulantes transferidos para o Shopping da Cidade, carinhosamente chamada Shopping dos Camelôs.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
Shopping da Cidade
Shopping da CidadeA reportagem do GP1 percorreu o Shopping da Cidade para saber como anda o comércio físico e as vendas e entrevistou os micros empreendedores que deram seu depoimento.
Muitas foram as reclamações dos vendedores que trabalhavam nas ruas do centro de Teresina e hoje estão no Shopping da Cidade. Entre as reclamações: os valores das taxas cobradas de cada box, que varia de R$ 66,00 para os vendedores de castanha, R$ 100,00 e R$ 120,00 para os boxes dos ambulantes; Denunciam o valor cobrado de R$ 8 para ter acesso ao banheiro e clientes R$ 0,50; Escadas rolantes e elevador não funcionam; e pela falta de limpeza no prédio.
Lucilene da Silva Costa, 29 anos
“Melhorou o conforto e as mercadorias se valorizaram. Quando era na rua o povo olhava com outros olhos. Parece que antes eles tinham vergonha de parar e comprar. Hoje não, temos um local próprio e somos micro empreendedor individual. O SEBRAE olhou pra gente e podemos registrar firma. O que é caro, é a taxa dos Boxes que pagamos. Um boxe pequeno é no valor de R$ 103 e o grande R$ 120, tem uns espaços aqui, como na praça de alimentação e lojas que chegam ao valor de R$ 300. Se atrasar o pagamento, eles lacram o boxe. Acontece isso direto aqui”.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
Lucilene da Silva Costa
Lucilene da Silva CostaElisangela Pinto Viana, 31 anos
"Aqui não é muito ruim, porque é próximo a Praça de Alimentação. Mas tem lugar que os colegas reclamam muito que não vendem. Prometeram uma passarela, mas até agora nada. Quem está lá embaixo não quer subir. O que falta é atrativo para o povo subir ao segundo e terceiro andar. Ainda tem dia que as escadas rolantes não funcionam", contou Elisangela.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
Elisangela Pinto Vian
Elisangela Pinto VianIsaura Boaventura
“Um absurdo o valor cobrado. Podem ir as outros Shoppings de outras cidades e é bem mais barato. Podem comparar. Ainda tem a taxa cobrada para usar o banheiro. O Administrador daqui é mesmo do Shopping Riverside, duvido se ele cobra do pessoal de lá que é rico.
Aline Goldaw Gemiliano, 24 anos
"Eu estou aqui há pouco tempo. Mas os comentários é que as vendas caíram muito. Prometeram uma passarela e até agora não fizeram. Tem semana que não vende nada e ainda temos que pagar uma taxa de R$ 100 reais, sendo que não tem como pagar e muitas vezes tiramos do próprio bolso. Quando os camelos eram na rua, só pagávamos uma taxa de R$ 60 por ano. E agora pagamos uma taxa de R$ 8 para usar o banheiro e o cliente R$ 0,50. Este é o cartão, só entramos no banheiro se tiver com ele. E ainda aqui é tudo sujo, o banheiro também, pode olhar. As meninas da limpeza passam e não olham, nós mesmos que fazemos a limpeza.
Imagem: Manuela Coelho
Vendedora mostra cartão que dá acesso ao banheiro do Shopping da Cidade.
Vendedora mostra cartão que dá acesso ao banheiro do Shopping da Cidade.Francinelde Araujo, 27 anos
"Tem época que passamos semanas coladas, sem vender nada. Aqui no 3º andar os clientes têm preguiça de subir, falta atrativo. Acho que os boxes deviam ser centralizados. Por exemplo, no 1º andar devia ser jeans, no 2º andar ligeries e a Praça de Alimentação, bombons, o 3º eletrônicos. Devia mudar para que os clientes tenham interesse de andar por todo Shopping da Cidade. Muita gente está escapando em viagens nos interiores em tempo de festejo, é essa nossa renda. E depois de tudo isso, ainda tem uma taxa de mais de R$100 pelo boxe. Como pagar se não vende? Achando pouco ainda tem uma taxa de R$ 8 reais para usar o banheiro".
Acesso ao banheiro
Após denuncias sobre o valor de R$ 0,50 cobrado para clientes para o uso do banheiro no Shooping da Cidade, a reportagem foi averiguar a informação e flagrou o momento que a funcionária só liberava o acesso após o pagamento.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
A reportagem flagra momento que funcionário libera a catraca após o cliente pagar R$ 0,50.
A reportagem flagra momento que funcionário libera a catraca após o cliente pagar R$ 0,50.Outro lado
Logo após a reportagem do GP1, entrou em contato com o administrador do local, Gustavo Cromwell de Carvalho para falar sobre as reclamações e criticas feitas pelos camelôs, principalmente com a relação aos valores cobrados por cada box.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
Gustavo Cromwell de Carvalho - Administrador do Shopping da Cidade
Manutenção do Shooping da Cidade
Gustavo Cromwell de Carvalho - Administrador do Shopping da CidadeO administrador explicou que as despesas do Shopping da Cidade giram em torno de R$ 160 mil por mês. E que os 1.915 micro empreendedores instalados lá pagam essas taxas cobradas para pagar as despesas de água, luz, segurança, limpeza e manutenção do prédio.
“O Shopping da Cidade é um local de grande despesas e que estava inadimplente devido atrasos nos pagamento dos boletos. As despesas do prédio chega a ser R$ 160 mil por mês. Só a conta de luz chega ao valor de R$ 30 mil. Então tínhamos que equilibrar as contas. Como é que eu pago uma dívida com o recebimento de R$ 140 mil se era R$ 160 todo mês? Mas graças a uma renegociação do débito, feita em até 36 vezes, conseguimos saldar a dívida do Shopping da Cidades. Mas estamos em uma situação complicada. Então no momento não tem como reduzir as taxas”, explicou.
Taxas cobradas para o uso do banheiro
Gustavo Carvalho explicou ainda sobre as taxas cobradas para clientes e vendedores no uso banheiro do Shopping da Cidade.
“Foi cobrado uma taxa única de R$ 8 no boleto referente apenas ao pagamento da confecção do cartão. É um cartão de identificação, com todos os dados de cada comodatário, que dá acesso livre ao banheiro. E o cliente quem vem ao Shopping da Cidade paga R$ 0,50 centavos para melhorar a qualidade do banheiro. Gastávamos um dinheiro absurdo com vasos quebrados, limpeza. O pessoa defecava o banheiro inteiro. Então foi cobrada essa taxa com essa finalidade de ajudar na manutenção e qualidade. Outra parte do dinheiro arrecadado será doado para instituições de caridade. Todo mês vamos ajudar uma diferente”, disse o administrador.
Passarela no Shopping da Cidade
Sobre a centralização dos Boxes no Shopping da Cidade, Gustavo Carvalho, lembrou que no dia dos sorteios sobre a localização dos boxes, os camelôs não quiseram centralizar as bancas por receio de afetar as vendas. Portanto o administrador do local informou que a promessa da construção da passarela que liga a estação do metrô diretamente ao 2° piso do Shopping, está próxima de ser construída.
“A obra já foi solicitada, agora a gente está cobrando da prefeitura. Essa passarela vai ligar o local do desembarque do metro para o segundo andar, assim melhorar o fluxo de pessoas nos andares de cima”, finalizou.
Mais conteúdo sobre:
Ver todos os comentários | 0 |