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Servidores da Emgerpi protestam contra corte de ponto e greve pode começar na quinta-feira

A Emgerpi é formada por cerca de 900 servidores de várias empresas.

Um café da manhã para servidores, sindicalistas e populares, assim foi o ato público marcado por sentimento de revolta e muitas manifestações na manhã de hoje (05) na frente da sede da Empresa de Gerenciamento de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas – Emgerpi, no centro de Teresina. Uma comissão foi tirada para levar o assunto até o governador do Estado, Wilson Martins. As pessoas que passavam pelo centro da cidade se aproximaram e também degustaram o café que representou a união e integração dos servidores com a sociedade, que necessita dos serviços de qualidade que as empresas ligadas à Emgerpi oferecem à população.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários - SINTEPI, Francisco Marques, disse na manifestação que a partir desta segunda-feira a diretoria aguarda uma resposta positiva em relação ao Acordo Coletivo de Trabalho que a Emgerpi já havia assinado, mas que, na semana passada, sem nenhuma justificativa plausível, voltou atrás. “Se até na quarta-feira, dia 07, a Emgerpi não nos chamar para negociar, sendo que não retiraremos uma cláusula da nossa proposta salarial, na quinta-feira estaremos em greve por tempo indeterminado. Em toda história do Sindicato dos Urbanitários, nunca uma empresa deixou de cumprir pelo menos a reposição das perdas salariais, que já estava acordada”, disse Marques.

No acordo de reajustes, os valores do vale-alimentação e nos salários terão um reajuste de 6,51%, índices de acordo com o IPCA. Essa negociação já avança por cinco meses, sendo que, em um primeiro momento, a diretoria da Emgerpi aceitou o reajuste apenas sobre os vencimentos dos servidores, porém em dia 14 de junho a empresa fechou com o Sindicato a proposta de reajuste também para o vale-alimentação.

A Emgerpi é formada por cerca de 900 servidores de várias empresas. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do Estado do Piauí (SINDPDPI), Socorro Rocha, que trabalha na Agência de Tecnologia da Informação (ATI), discursou durante o protesto sobre a falta de respeito para com a categoria e o não cumprimento do Estatuto da Empresa quanto ao cumprimento de datas para o pagamento de vale-transporte e de vale-alimentação. “O pagamento de vales deveria acontecer até o quinto dia útil do mês, mas a empresa vem repassando, muitas vezes, até o meio do mês, quando o trabalhador já está utilizando dinheiro do próprio bolso, porque está sem receber o benefício”, denunciou.

O Diretor Financeiro do SINTEPI, Antonio Ferreira, disse que o Sindicato já entrou com ação na Justiça para que sejam cumpridos os pagamentos de benefícios dentro das normas da empresa e da lei. Além disso, o SINTEPI também já entrou com ação na Justiça do Trabalho contra o corte de salários referentes aos três dias de Paralisação de 72 Horas que os trabalhadores fizeram no mês de julho em favor dos reajustes. O presidente da Emgerpi, Gilberto Pereira, ordenou e os contracheques do mês de agosto estão sendo pagos com o corte, pois a empresa alega, arbitrariamente, que não foram trabalhados.

“Vamos lutar para que haja o retorno desses valores nos contracheques, haja vista que foi ato legítimo dos trabalhadores que, tão somente, estão lutando contra a falta de compromisso do presidente da Empresa que está contra os direitos de reajustes”, criticou Marques.

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