Nesta terça-feira (20), os moradores da vila Parque da Vitória realizaram uma reunião, na própria comunidade, para discutir que providências serão tomadas para evitar que as famílias sejam retiradas da vila.
O Parque da Vitória, localizado na zona Sul de Teresina, existe a pouco mais de um ano resultado da ocupação realizada por pessoas carentes que não tinham ondem morar ou pagavam aluguel em outros bairros de Teresina. Atualmente, abriga aproximadamente 5 mil famílias.
O líder comunitário informou ainda que na quarta-feira (21) uma comissão que representa os moradores estará na Assembleia Legislativa para tentar conversar com alguns parlamentares a fim de conseguir um acordo e buscar soluções para o problema da comunidade.
Amedrontados com a possibilidade de perderem suas casas, alguns moradores apelaram para que o poder público se sensibilize com a causa das famílias do Parque da Vitória e entenda que as pessoas que moram no local não têm condições de saíram da vila.
“Moro aqui desde o começo da vila, 1 ano e seis meses. Tenho dois filhos. Se a gente for mandado embora daqui, eu não sei nem para onde eu vou com minhas duas filhas, porque eu não tenho casa. Meu marido trabalha e a gente deixou de morar de aluguel para usar o dinheiro para comprar outras coisas para casa e para as crianças. A situação é complicada, porque não posso ficar no meio da rua com minhas filhas”, finaliza Cleudine da Conceição.
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Imagem: Mariana Viana/GP1
Parque da Vitória
Parque da VitóriaO Parque da Vitória, localizado na zona Sul de Teresina, existe a pouco mais de um ano resultado da ocupação realizada por pessoas carentes que não tinham ondem morar ou pagavam aluguel em outros bairros de Teresina. Atualmente, abriga aproximadamente 5 mil famílias.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Parque da Vitória
Parque da Vitória Imagem: Mariana Viana/GP1
Péssimas condições de estrutura
A reunião de moradores foi motivada pela visita de um coronel da PM, coronel Felipe, acompanhado de um oficial de Justiça. Um dos representantes dos moradores, conhecido por Zé da Cruz, afirma que eles estiveram no local e informaram da existência de uma liminar de despejo ordenando que as pessoas sejam retiradas do local.
Péssimas condições de estrutura Imagem: Mariana Viana/GP1
Zé da Cruz
“O Parque da Vitória não é um caso de polícia, é um caso social e cabe a prefeitura e ao governo tratarem de resolver o problema das famílias. Nós acreditamos que a nossa conversa não é com polícia, é com o poder público. As pessoas estão dispostas a resistir para permanecer no local. Essa área estava ociosa e sem nenhum benefício e a gente melhorou o lugar”, afirma Zé da Cruz.
Zé da Cruz O líder comunitário informou ainda que na quarta-feira (21) uma comissão que representa os moradores estará na Assembleia Legislativa para tentar conversar com alguns parlamentares a fim de conseguir um acordo e buscar soluções para o problema da comunidade.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Advogado Gustavo fala à comunidade
O advogado da Comunidade, Gustavo, explica que um cadastro já foi feito com os nomes das famílias que moram no local e que, portanto, o judiciário é ciente das condições em que moram as pessoas da vila e que elas precisam de casa para morar, de água e saúde.
Advogado Gustavo fala à comunidadeAmedrontados com a possibilidade de perderem suas casas, alguns moradores apelaram para que o poder público se sensibilize com a causa das famílias do Parque da Vitória e entenda que as pessoas que moram no local não têm condições de saíram da vila.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Michele Alves
“Não tenho para onde ir. Como milhares de pessoas que estão aqui também não têm. Moramos em uma casa feita de barro, simples. Então, eu peço que essas pessoas tenha coração e não expulsem essas pessoas daqui. Aqui não tem hospital, não tem creche. Quando a gente adoece, o posto daqui não quer aceitar a gente, então, nós temos que ir para o hospital do bairro Promorar ou bairro Parque Piauí. Às vezes eu vou até a pé com minhas duas filhas”, diz Michele Alves, dona de casa, mãe de duas filhas.
Michele AlvesImagem: Mariana Viana/GP1
Nairane Soares
“Quero dizer que eu, assim como todos dessa comunidade, estou precisando desse terreno, das casas. Mesmo sendo construída ao poucos, nós necessitamos muito da nossa casa. Eu moro de aluguel há 4 anos na Vila Irmã Dulce. Pago R$ 150 por mês. Consegui esse terreno faz seis meses e estou trabalhando para construir minha casa e deixar de pagar aluguel, pois quem vive assim, sofre muito”, explica Nairane Soares, 30 anos.
Nairane SoaresImagem: Mariana Viana/GP1
Cleudine da Conceição acompanhada das filhas e crianças da vila
Cleudine da Conceição acompanhada das filhas e crianças da vila“Moro aqui desde o começo da vila, 1 ano e seis meses. Tenho dois filhos. Se a gente for mandado embora daqui, eu não sei nem para onde eu vou com minhas duas filhas, porque eu não tenho casa. Meu marido trabalha e a gente deixou de morar de aluguel para usar o dinheiro para comprar outras coisas para casa e para as crianças. A situação é complicada, porque não posso ficar no meio da rua com minhas filhas”, finaliza Cleudine da Conceição.
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