Os olhos que já viram tantas imagens aprendem, agora, a fotografá-las. E as mãos, que durante a vida ocuparem-se de inúmeras atividades, atualmente, pintam, manuseiam flautas e escrevem sobre uma gama de novos conhecimentos. Os alunos do projeto de extensão Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), desenvolvido através da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), encararam o prazeroso desafio de voltar às salas de aula - depois dos 50 anos de idade.
O projeto surgiu em 2007, e atende pessoas a partir de 55 anos de ambos os gêneros. Na Unati I e II são ofertadas disciplinas de várias áreas do conhecimento, como gerontologia, informática, folclore, atividade física, pintura, aulas de música e outras. As aulas acontecem durante as terças e quintas-feiras, no turno da manhã, na Uespi.
Aluna da primeira turma, Teresa Dantas, 62 anos, que só atende quando chamada por “Tetê”, não perde nenhuma aula. “Eu não consigo me ver sem a Unati. Para mim, o projeto foi uma espécie de presente de Deus”, conta.
Antes de frequentar as aulas da Universidade, a rotina de ficar em casa e não ter mais o ritmo de vida que levara durante grande parte vida, como professora de educação física, estava causando transtornos na própria saúde de Tetê. “Eu estava passando por uma fase difícil, quando minha filha, ex-aluna da Uespi, falou da Unati. O meu início de depressão foi embora quando comecei a frequentar a universidade”, relata.
O projeto vem mostrando resultados positivos. Além dos conhecimentos adquiridos, os alunos, geralmente aposentados, têm a oportunidade de ampliar seu ciclo de relacionamento e desenvolver atividades na comunidade.
Não é mero acaso que Tetê, depois de ter concluído a primeira graduação na turma Vencendo Desafios, se negou a deixar o projeto e continua na Unati II, criada justamente para atender os alunos que querem permanecer no projeto.
“Hoje, temos cerca de 275 alunos e o nosso quadro de discentes é de 24 professores por semestre. O projeto visa possibilitar que os alunos permaneçam em constante aprendizado, com estimulações para a mente e para o corpo”, finaliza a coordenadora e uma das fundadoras do projeto, Solange Lages.
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O projeto surgiu em 2007, e atende pessoas a partir de 55 anos de ambos os gêneros. Na Unati I e II são ofertadas disciplinas de várias áreas do conhecimento, como gerontologia, informática, folclore, atividade física, pintura, aulas de música e outras. As aulas acontecem durante as terças e quintas-feiras, no turno da manhã, na Uespi.
Imagem: Regis Falcão
Unati - Universidade Ativa da Terceira Idade
Unati - Universidade Ativa da Terceira IdadeAluna da primeira turma, Teresa Dantas, 62 anos, que só atende quando chamada por “Tetê”, não perde nenhuma aula. “Eu não consigo me ver sem a Unati. Para mim, o projeto foi uma espécie de presente de Deus”, conta.
Antes de frequentar as aulas da Universidade, a rotina de ficar em casa e não ter mais o ritmo de vida que levara durante grande parte vida, como professora de educação física, estava causando transtornos na própria saúde de Tetê. “Eu estava passando por uma fase difícil, quando minha filha, ex-aluna da Uespi, falou da Unati. O meu início de depressão foi embora quando comecei a frequentar a universidade”, relata.
O projeto vem mostrando resultados positivos. Além dos conhecimentos adquiridos, os alunos, geralmente aposentados, têm a oportunidade de ampliar seu ciclo de relacionamento e desenvolver atividades na comunidade.
Imagem: Regis Falcão
Unati - Universidade Ativa da Terceira Idade
Unati - Universidade Ativa da Terceira IdadeNão é mero acaso que Tetê, depois de ter concluído a primeira graduação na turma Vencendo Desafios, se negou a deixar o projeto e continua na Unati II, criada justamente para atender os alunos que querem permanecer no projeto.
“Hoje, temos cerca de 275 alunos e o nosso quadro de discentes é de 24 professores por semestre. O projeto visa possibilitar que os alunos permaneçam em constante aprendizado, com estimulações para a mente e para o corpo”, finaliza a coordenadora e uma das fundadoras do projeto, Solange Lages.
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