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Presidentes do BNDES e do SESI discutem parceria para combater exploração sexual no Brasil

O projeto do SESI, que oferece capacitação profissional e atendimento psicossocial a jovens que sofreram abuso ou exploração sexual, já está em 16 estados e acaba de chegar a São P

Os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli, se reuniram nesta segunda-feira (03), em São Paulo, para discutir o apoio do Banco ao ViraVida. O projeto do SESI, que oferece capacitação profissional e atendimento psicossocial a jovens que sofreram abuso ou exploração sexual, já está em 16 estados e acaba de chegar a São Paulo.

Meneguelli e Coutinho conversaram sobre a possibilidade de investimento financeiro do BNDES e apoio à empregabilidade dos alunos por meio do sub-crédito social, um instrumento criado para financiar a responsabilidade social dos tomadores de empréstimo. O presidente CN/SESI explicou que o maior desafio da entidade é inserir os egressos no mercado de trabalho. “O ViraVida é um trabalho de resgate de dignidade e introdução produtiva. Além disso, investimos nesses jovens menos da metade do que alguns estados gastam com menores infratores”, destacou.

O presidente do BNDES solicitou uma reunião técnica entre as duas entidades para avaliar todas as possibilidades efetivas de apoio ao programa. O primeiro passo seria a assinatura de um termo de cooperação. “Esse programa combina inclusão profissional com direitos humanos e resgate da pobreza. Ele atende a um público de um segmento muito pobre, que foi exposto a uma série de situações - violência, drogas, negação de direitos, uma vida muito degradante”. “É muito raro um programa que trate desse segmento tão fragilizado, que é de vítimas da exploração sexual. Esse é o ponto forte do ViraVida”, completou Coutinho.

Também participaram do encontro o diretor de Infraestrutura Social, Meio Ambiente, Agropecuária e Inclusão do BNDES, Guilherme Lacerda, e a secretária Executiva do Conselho Nacional do SESI, Cleude Gomes.

O programa - É dirigido a jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos, meninas e meninos de famílias de baixa renda, que residem nas periferias de grandes centros e têm sua história de vida marcada por experiências relacionadas ao trabalho doméstico, abuso sexual, gravidez precoce e dependência química. No total, 1.373 alunos concluíram os cursos e 927 estão em sala de aula. Dos formados, 966 estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto o restante participa de processos de seleção e aperfeiçoamento profissional.

VivaVida em São Paulo

O programa acaba de ser lançado oficialmente na maior cidade do país. A meta inicial é atender 100 jovens, com o início das aulas já no primeiro semestre de 2013. A solenidade aconteceu nesta terça (04) e contou com a presença do presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli; do superintendente do Sesi SP, Walter Vicioni; da secretária Municipal de Assistência Social, Alda Antônio; e da secretária estadual de Justiça e Defesa da Cidadania, Eloisa Arruda.

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