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Comando Geral do Corpo de Bombeiros vai ser denunciado ao Ministério Público Estadual do Piauí

Segundo o tenente Anderson, o regulamento da corporação utilizado ainda é o do Exército, de 1981, que contraria os princípios constitucionais e o ordenamento jurídico brasileiro at

Os membros da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Piauí (ABMEPI) têm passado por dificuldades no que se refere à execução das atividades e às tentativas de coação por parte do Comando Geral para que a situação não seja repercutida na sociedade.

Em entrevista ao Portal GP1, os tenentes Marcelo Anderson e Flaubert Rocha explicaram que no Comando Geral existe um controle disciplinar legal, mas rigoroso de tal forma que acaba “mascarando” atitudes inconstitucionais. A atitude do Comando foi citada depois que uma matéria sobre a situação crítica que os bombeiros enfrentam no trabalho foi publicada no Portal.

Todos os membros da Associação estão respondendo a processos, com a justificativa de que estariam fazendo publicação e crítica à autoridade do Governo. Desde 2005, os membros da ABMEPI respondem a inquéritos que acabam sendo arquivados por falta de provas.

Imagem: Manuelha Coelho/GP1Tenente Anderson, diretor de Relações Públicas afirma que deve há inadequada aplicação de procedimentos administrativos(Imagem:Manuelha Coelho/GP1)Tenente Anderson, diretor de Relações Públicas afirma que deve há inadequada aplicação de procedimentos administrativos

Segundo o tenente Anderson, diretor de Relações Públicas, o regulamento da corporação utilizado ainda é o do Exército, de 1981, usado de maneira arbitrária e confrontando os princípios constitucionais e o ordenamento jurídico brasileiro. “Há uma inadequada aplicação de procedimentos administrativos e arbitrariedade nas ações do Comando Geral, desrespeitando nosso direito de manifestação, além da utilização de referências normativas inaplicáveis para a corporação”, explicou.

Um ponto a ser destacado é que o Comando Geral está transcendendo suas esferas de poder para o âmbito da sociedade civil, como é o caso da tentativa de intimidar jornalistas, o que foi mostrado em outra matéria do Portal GP1. Na visão do tenente Anderson, há uma desorganização e descontrole abusivo. “Estamos pedindo o apoio da sociedade. Até o Comandante Geral da Polícia Militar nos apoia e o Comando Geral do Corpo de Bombeiros é contra. E essa ação está saindo do âmbito interno e repercutindo na sociedade civil”, diz Anderson.

O tenente Flaubert Rocha lembrou que, em 15 de dezembro de 2010, foi editada a Portaria Interministerial nº 02 do Ministério da Justiça, através da Secretaria dos Direitos Humanos, para orientar a conduta dos gestores por causa dos mandos e desmandos da organização militar, que além da questão salarial e de equipamentos, abordou o direito de manifestação.

Imagem: Manuela Coelho/GP1Tenente Flaubert lembrou que os membros da corporação têm o direito de se manifestar(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Tenente Flaubert lembrou que os membros da corporação têm o direito de se manifestar

“O que nós queremos é uma reformulação do Regimento Disciplinar atual para um em conformidade com o ordenamento jurídico moderno e a criação do Código de Ética. Em 2009, uma Portaria foi feita pela Polícia Militar e deveria refletir no Corpo de Bombeiros, mas estão usando na corporação a Portaria do Exército até hoje”, disse Anderson.

De acordo com o tenente Falubert, a Associação está pedindo o apoio da sociedade e o Comando quer mudar o foco da modernização e impedir que a situação se repercuta. “Já fizemos reivindicações em conjunto com oficiais da PM e como uma instituição representativa de classe, queremos que isso retroalimente para a sociedade. Abrem processo contra nós porque falamos da deficiência da gestão e acham que isso é uma afronta", explica Flaubert.

Outro problema existente na corporação é a falta de uma Corregedoria para a fiscalização dos processos administrativos. “A instauração de processos é feita de forma inadequada porque falta capacitação técnica da maioria das autoridades instauradoras e processantes na área jurídica. Nossa instituição quer benefícios para a categoria e o Comando Geral tenta coibir isso”, disse o tenente Anderson.

Os tenentes informaram que a ABMEPI já está fazendo uma representação oficialmente junto ao Ministério Público para providências em relação à arbitrariedade que está ocorrendo na corporação.

Imagem: Manuela Coelho/GP1Membros da ABMEPI afirmam que o Comando Geral tenta coibir  as manifestações(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Membros da ABMEPI afirmam que o Comando Geral tenta coibir as manifestações


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