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Corregedoria abre inquérito contra comandante de Batalhão em Campo Maior

40 litros de gasolina teriam sido comprados com cartão corporativo usado para abastecer viaturas.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarCoronel Jaime Oliveira e comandante Rubens Pereira(Imagem:Divulgação)Coronel Jaime Oliveira e comandante Rubens Pereira
Após uma denúncia de funcionários de um posto de gasolina de Campo Maior (a 80 km de Teresina), o corregedor da Polícia Militar, coronel Sidney Pires, instaurou inquérito para apurar qual seria o destino do combustível encontrado dentro da viatura do comandante do Batalhão da cidade, major Josinaldo.

De acordo com a denúncia, realizada diretamente ao comandante geral, coronel Rubens Pereira, o major sai de Campo Maior com destino a Teresina trazendo um tambor com 40 litros de gasolina, na manhã de ontem(03), por volta das 10h.

O coronel Rubens Pereira determinou que o comandante do Policiamento do Interior (CPI), coronel Jaime Oliveira, apreendesse o material e encaminhasse para Corregedoria. O combustível e o major foram abordados na entrada de Teresina e apresentado ao Quartel do Comando Geral.

O fato foi tratado como, no mínimo, estranho, porque a corporação utiliza o sistema “ticket car”, no qual todas as viaturas possuem o seu cartão corporativo, como uma forma de controlar a quantidade utilizada por cada veículo.

O procedimento foi instaurado ainda ontem e o oficial foi ouvido. Em sua versão, o major Josinaldo afirmou que o combustível era para uma viatura que estava numa oficina em Teresina. Ele também alegou que andava com o combustível, porque nem todos os postos de gasolina aceitam o ticket car e quando precisa fazer diligências nas cidades que seu batalhão cobre leva o combustível para prevenir.

Segundo coronel Sidney Pires, um oficial já foi escolhido para fazer a investigação dos fatos. Caso seja constatado que o combustível seria utilizado para uso pessoal, o militar pode ser julgado por crime de peculato, de acordo com o Código Penal Militar. A pena é de no mínimo três anos de reclusão.

“Seguimos determinação do comando geral que é de apurar a denúncia feita e foi o que começamos a fazer, instaurando o inquérito policial militar”, explicou coronel Sidney Pires.

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