A Associação Piauiense do Ministério Público (APMP) publicou nota hoje (21) em apoio ao promotor de justiça Ubiraci Rocha após protestos de entidades ligadas à Polícia Civil do Piauí, que fez críticas ao promotor.
Ubiraci Rocha, que atua no caso da estudante de Direito Fernanda Lages, morta em agosto de 2011, declarou que o aparelho de segurança o Estado, na forma em que se encontra hoje, é “imprestável” e que, por conta disso, a Polícia Civil cometeu “erros primários” na investigação, terminando por apresentar resultados não satisfatórios no inquérito sobre o caso.
“As declarações de Ubiraci foram mal interpretadas. A crítica dele não foi pessoal, mas sim à estrutura da Polícia Civil do Estado, que, atualmente, é mal aparelhada. O que ele fez foi alertar as autoridades sobre esse problema que, evidentemente, pode prejudicar o trabalho da instituição no desempenho, a contento, de suas atribuições”, explica Paulo Rubens.
Veja a nota na íntegra:
"A Associação Piauiense do Ministério Público, representada, neste ato, por seu presidente, Paulo Rubens Parente Rebouças, vem a público esclarecer para a sociedade piauiense que o Promotor de Justiça Dr. Ubiraci Rocha, em sua análise crítica sobre a atuação da polícia civil na investigação do “Caso Fernanda Lages”, o qual, importante mencionar, não foi solucionado a contento, referia-se, tão somente, à ausência de estrutura técnico-científica da polícia civil piauiense, não tendo feito, em nenhum momento, referência aos valorosos profissionais da instituição mencionada.
Qualquer manifestação de membros do Ministério Público dirigida à polícia é corolário do dever ministerial de controle externo da atividade policial, presente no texto de nossa Constituição.
O Ministério Público do Estado do Piauí continuará lutando por uma polícia civil forte e moderna, exercendo seu mister constitucional dentro dos padrões exigidos pelo estado democrático de direito.
Por fim, a APMP assegura à sociedade piauiense que os membros do Ministério Público permanecerão atuando bravamente dentro de suas atribuições, combatendo a criminalidade e defendendo os interesses mais relevantes do povo do Estado do Piauí."
Ubiraci Rocha, que atua no caso da estudante de Direito Fernanda Lages, morta em agosto de 2011, declarou que o aparelho de segurança o Estado, na forma em que se encontra hoje, é “imprestável” e que, por conta disso, a Polícia Civil cometeu “erros primários” na investigação, terminando por apresentar resultados não satisfatórios no inquérito sobre o caso.
Imagem: Manuela Coelho/GP1
Promtor Ubiraci Rocha.
O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) se manifestou contra Ubiraci, pedindo uma retratação pública do promotor, por entender que a declaração foi pejorativa e ofensiva à categoria. Interpretação esta equivocada, na opinião do presidente da APMP, Paulo Rubens Rebouças, que esclarece que Ubiraci Rocha criticou apenas a ausência de estrutura técnico-científica da Polícia Civil piauiense, e não os profissionais da instituição, os quais têm todo o respeito por parte dos promotores e procuradores de justiça.
Promtor Ubiraci Rocha.“As declarações de Ubiraci foram mal interpretadas. A crítica dele não foi pessoal, mas sim à estrutura da Polícia Civil do Estado, que, atualmente, é mal aparelhada. O que ele fez foi alertar as autoridades sobre esse problema que, evidentemente, pode prejudicar o trabalho da instituição no desempenho, a contento, de suas atribuições”, explica Paulo Rubens.
Veja a nota na íntegra:
"A Associação Piauiense do Ministério Público, representada, neste ato, por seu presidente, Paulo Rubens Parente Rebouças, vem a público esclarecer para a sociedade piauiense que o Promotor de Justiça Dr. Ubiraci Rocha, em sua análise crítica sobre a atuação da polícia civil na investigação do “Caso Fernanda Lages”, o qual, importante mencionar, não foi solucionado a contento, referia-se, tão somente, à ausência de estrutura técnico-científica da polícia civil piauiense, não tendo feito, em nenhum momento, referência aos valorosos profissionais da instituição mencionada.
Qualquer manifestação de membros do Ministério Público dirigida à polícia é corolário do dever ministerial de controle externo da atividade policial, presente no texto de nossa Constituição.
O Ministério Público do Estado do Piauí continuará lutando por uma polícia civil forte e moderna, exercendo seu mister constitucional dentro dos padrões exigidos pelo estado democrático de direito.
Por fim, a APMP assegura à sociedade piauiense que os membros do Ministério Público permanecerão atuando bravamente dentro de suas atribuições, combatendo a criminalidade e defendendo os interesses mais relevantes do povo do Estado do Piauí."
Ver todos os comentários | 0 |