Dados nacionais revelam que o Piauí possui 91 crianças e adolescentes vivendo nas ruas. Entre esses, 63% relataram viver num universo onde os conflitos familiares e a violência doméstica estão presentes. Esses números, no entanto, podem ser ainda maiores, pois não levam em consideração aqueles que vivem em situação de rua. Ou seja, aqueles que passam o dia na rua, mas à noite costumam retornar para casa. Só em Teresina, cerca de 70 adolescentes em situação de rua são acompanhados pelas equipes dos quatro Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
A gerente de Proteção Social Especial da Semtcas (Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social), Silvana Bacelar, lembra que as crianças - de 0 a 11 anos de idade - vivem menos nas ruas e quando estão nesse espaço geralmente têm a companhia de algum familiar. "A preocupação, no entanto, é que essa criança se torne um morador de rua no futuro. A rua tem seus atrativos e junto com eles vem a droga, a violência, a prostituição. São dois lados da mesma moeda", explica.
Ao escolher a rua, a primeira consequência na vida dessa criança é o rompimento com a escola. Silvana diz que entre os adolescentes acompanhados, muitos vivem em situação de rua desde a infância. "São jovens que foram atendidos por vários serviços. Jovens que possuem casa, família, mas não querem sair da rua. Temos um caso de um adolescente onde há um histórico de rua em toda a família. Essa família é atendida desde a década de 80", diz.
Retirar esses jovens das ruas, bem como do mundo das drogas, é uma trabalho diário, que nem sempre traz os resultados esperados. "Estávamos oferecendo cursos profissionalizantes para um público específico, para adolescentes que por alguma razão não podem estar nos demais serviços. Das 20 vagas ofertadas, só 14 concluíram um dos cursos. Não é um processo fácil. Os valores deles são diferentes dos nossos e eles possuem necessidades pontuais, não pensam no amanhã", completa Silvana.
Ela diz ainda que o acesso à educação e à saúde, por exemplo, é considerado irrelevante por esse público, que só precisa atender suas necessidades imediatas. E para atender tais necessidades esses jovens contam com a ajuda da sociedade, representada por aqueles que dão esmolas. "A sociedade não se sente responsável, mas quando dá esmola está dizendo para esse jovem permanecer na rua", diz. Em alguns períodos, a população que pede esmolas na rua - incluindo também a população adulta e idosa - sofre um aumento considerável. Isso é comum no natal e ainda na semana santa, que se aproxima.
Silvana diz que antigamente o Centro de Teresina era o local preferido por aqueles que vivem em situação de mendicância. Porém, hoje essa população ocupa pontos específicos, situados principalmente na zona Leste, a exemplo das proximidades dos shoppings e do cruzamento entre as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Dom Severino. Na zona Sul, um dos pontos apontados é o balão da Tabuleta, nas proximidades da rodoviária de Teresina.
A rede de atendimento é composta por quatro Creas, além do Centro POP, voltado para a população adulta, 17 CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), 11 NAIs e abrigos. Hoje, a prefeitura dispõe da Casa de Punaré, para o público masculino. A população feminina é encaminhada para a Casa de Metara e Casa de Zabelê. "Está previsto para março a inauguração de uma casa de acolhimento institucional para atender crianças de 0 a 12 anos de idade", anuncia.
A abordagem é feita diariamente e a gerente explica que é preciso um olhar mais atento em certas localidades. "As equipes devem olhar essa realidade, tentar construir vínculos. Por isso é tão importante fazer uma abordagem planejada". As abordagens também são motivadas pelas denúncias, que podem ser feitas através dos telefones: 0800 280 5088 ou 0800 086 2400.
"Além de denunciar a sociedade deve se preocupar em não reforçar a situação. Se alguém quer ser solidário não dê esmolas. Ofereça uma cesta básica num abrigo, dê um kit escolar a uma criança que está na rua", conclui.Com informações do Jornal Diário do Povo.
A gerente de Proteção Social Especial da Semtcas (Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social), Silvana Bacelar, lembra que as crianças - de 0 a 11 anos de idade - vivem menos nas ruas e quando estão nesse espaço geralmente têm a companhia de algum familiar. "A preocupação, no entanto, é que essa criança se torne um morador de rua no futuro. A rua tem seus atrativos e junto com eles vem a droga, a violência, a prostituição. São dois lados da mesma moeda", explica.
Ao escolher a rua, a primeira consequência na vida dessa criança é o rompimento com a escola. Silvana diz que entre os adolescentes acompanhados, muitos vivem em situação de rua desde a infância. "São jovens que foram atendidos por vários serviços. Jovens que possuem casa, família, mas não querem sair da rua. Temos um caso de um adolescente onde há um histórico de rua em toda a família. Essa família é atendida desde a década de 80", diz.
Retirar esses jovens das ruas, bem como do mundo das drogas, é uma trabalho diário, que nem sempre traz os resultados esperados. "Estávamos oferecendo cursos profissionalizantes para um público específico, para adolescentes que por alguma razão não podem estar nos demais serviços. Das 20 vagas ofertadas, só 14 concluíram um dos cursos. Não é um processo fácil. Os valores deles são diferentes dos nossos e eles possuem necessidades pontuais, não pensam no amanhã", completa Silvana.
Ela diz ainda que o acesso à educação e à saúde, por exemplo, é considerado irrelevante por esse público, que só precisa atender suas necessidades imediatas. E para atender tais necessidades esses jovens contam com a ajuda da sociedade, representada por aqueles que dão esmolas. "A sociedade não se sente responsável, mas quando dá esmola está dizendo para esse jovem permanecer na rua", diz. Em alguns períodos, a população que pede esmolas na rua - incluindo também a população adulta e idosa - sofre um aumento considerável. Isso é comum no natal e ainda na semana santa, que se aproxima.
Silvana diz que antigamente o Centro de Teresina era o local preferido por aqueles que vivem em situação de mendicância. Porém, hoje essa população ocupa pontos específicos, situados principalmente na zona Leste, a exemplo das proximidades dos shoppings e do cruzamento entre as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Dom Severino. Na zona Sul, um dos pontos apontados é o balão da Tabuleta, nas proximidades da rodoviária de Teresina.
A rede de atendimento é composta por quatro Creas, além do Centro POP, voltado para a população adulta, 17 CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), 11 NAIs e abrigos. Hoje, a prefeitura dispõe da Casa de Punaré, para o público masculino. A população feminina é encaminhada para a Casa de Metara e Casa de Zabelê. "Está previsto para março a inauguração de uma casa de acolhimento institucional para atender crianças de 0 a 12 anos de idade", anuncia.
A abordagem é feita diariamente e a gerente explica que é preciso um olhar mais atento em certas localidades. "As equipes devem olhar essa realidade, tentar construir vínculos. Por isso é tão importante fazer uma abordagem planejada". As abordagens também são motivadas pelas denúncias, que podem ser feitas através dos telefones: 0800 280 5088 ou 0800 086 2400.
"Além de denunciar a sociedade deve se preocupar em não reforçar a situação. Se alguém quer ser solidário não dê esmolas. Ofereça uma cesta básica num abrigo, dê um kit escolar a uma criança que está na rua", conclui.Com informações do Jornal Diário do Povo.
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