Um grupo de professores do comando de greve da rede estadual de educação está procurando os meios de comunicação de Teresina para tentar mostrar o posicionamento da categoria em relação aos mais de 70 dias de greve da categoria e as últimas declarações dos administradores municipais e estaduais.
Com relação a ameaça de corte do ponto dos professores e a troca dos mesmos por professores substitutos, os professores dizem que o Governo não pode fazer isso. Eles afirmam ainda, que estão sofrendo assédio moral por parte da administração pública.
“A lei tem ser cumprida, os 22% tem que ser pagos de forma linear. Se o governo continuar ameaçando que cortará o ponto dos professores, a gente vai entrar com uma ação contra ele. Uma equipe de professores foi ao MP/PI para procurar orientações de como e o que a gente pode fazer”, declara professores.
“Como é que não há dinheiro para pagar nossos salários e vai ter para pagar os professores substitutos?. Se nós formos substituídos, tanto os nossos salários como os salários dos substitutos terão que ser pagos. Outro ponto é que o Supremo decretou que a greve é legal, que não cabe mais recurso. Não existe nenhuma decisão judicial que determine que a greve é ilegal, que determine o corte do ponto dos professores. O que está ocorrendo é que os professores estão sendo ameaçados e sofrendo assédio moral”, argumenta professor Marcos, do comando de greve.
Na manhã desta quinta-feira (10), uma assembleia reuniu cerca de 500 professores que mantiveram por unanimidade a continuidade do movimento grevista. Estiveram presentes representantes de várias cidades, como por exemplo, São Raimundo Nonato, União, Campo Maior, Altos, José de Freitas, Picos e etc., cidades onde o movimento grevista continua forte.
Os professores repudiaram as declarações do secretário de segurança Robert Rios, quando ele associou, publicamente, o aumento da violência em Teresina com a greve nas escolas, a qual faria com que jovens fora da escola aproveitassem para praticar crimes e vandalismo.
“Sou professora, minha filha também está sem aulas e nem por isso ela anda na rua cometendo crimes. Na década de 90, quando eu era estudante, passei por uma greve e também não virei marginal”, desabafa professora do comando de greve.
De acordo com os professores, a Lei do Piso desmente as declarações do deputado João de Deus de que o governo não pode usar dinheiro do MEC para pagar professores. Os administradores devem apenas provar que usam o dinheiro de forma correta.
“Ano passado, o MEC baixou uma portaria esclarecendo os critérios para os gestores da educação municipal e estadual tem que seguir para que o repasse possa ser usado para pagamento dos professores”, explicou professor do comando de greve.
Veja o documento com os critérios do MEC
Com relação a ameaça de corte do ponto dos professores e a troca dos mesmos por professores substitutos, os professores dizem que o Governo não pode fazer isso. Eles afirmam ainda, que estão sofrendo assédio moral por parte da administração pública.
Imagem: Mariana Viana/ GP1
Professores estaduais integrantes do comando de greve
Professores estaduais integrantes do comando de greve“A lei tem ser cumprida, os 22% tem que ser pagos de forma linear. Se o governo continuar ameaçando que cortará o ponto dos professores, a gente vai entrar com uma ação contra ele. Uma equipe de professores foi ao MP/PI para procurar orientações de como e o que a gente pode fazer”, declara professores.
“Como é que não há dinheiro para pagar nossos salários e vai ter para pagar os professores substitutos?. Se nós formos substituídos, tanto os nossos salários como os salários dos substitutos terão que ser pagos. Outro ponto é que o Supremo decretou que a greve é legal, que não cabe mais recurso. Não existe nenhuma decisão judicial que determine que a greve é ilegal, que determine o corte do ponto dos professores. O que está ocorrendo é que os professores estão sendo ameaçados e sofrendo assédio moral”, argumenta professor Marcos, do comando de greve.
Imagem: Mariana Viana/ GP1
Professores estaduais
Professores estaduais Na manhã desta quinta-feira (10), uma assembleia reuniu cerca de 500 professores que mantiveram por unanimidade a continuidade do movimento grevista. Estiveram presentes representantes de várias cidades, como por exemplo, São Raimundo Nonato, União, Campo Maior, Altos, José de Freitas, Picos e etc., cidades onde o movimento grevista continua forte.
Os professores repudiaram as declarações do secretário de segurança Robert Rios, quando ele associou, publicamente, o aumento da violência em Teresina com a greve nas escolas, a qual faria com que jovens fora da escola aproveitassem para praticar crimes e vandalismo.
“Sou professora, minha filha também está sem aulas e nem por isso ela anda na rua cometendo crimes. Na década de 90, quando eu era estudante, passei por uma greve e também não virei marginal”, desabafa professora do comando de greve.
De acordo com os professores, a Lei do Piso desmente as declarações do deputado João de Deus de que o governo não pode usar dinheiro do MEC para pagar professores. Os administradores devem apenas provar que usam o dinheiro de forma correta.
“Ano passado, o MEC baixou uma portaria esclarecendo os critérios para os gestores da educação municipal e estadual tem que seguir para que o repasse possa ser usado para pagamento dos professores”, explicou professor do comando de greve.
Veja o documento com os critérios do MEC
Imagem: Reprodução
Documento do MEC que define critérios para que secretarias usem dinheiro para pagar professores
Documento do MEC que define critérios para que secretarias usem dinheiro para pagar professores
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