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Professores da Universidade Estadual do Piauí deflagram greve por tempo indeterminado

A principal reivindicação da categoria é que o governo pague o piso no valor do salário mínimo proposto pelo Dieese, que é de R$ 2.324.

Na manhã desta quarta (23), os professores da Universidade Estadual do Piauí deflagraram greve por tempo indeterminado. Segundo o professor Daniel Solon, a principal reivindicação da categoria é que o governo pague o piso no valor do salário mínimo proposto pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que é de R$ 2.324. “Atualmente, um professor de 20 horas recebe R$ 1.071”, disse Daniel.

A UESPI possui cerca de 1.400 docentes, sendo 800 efetivos. A greve deve atingir 20 campi e núcleos da Uespi. Ao todo, são 20 mil alunos, distribuídos por todo o Estado. A greve foi deflagrada hoje e deverá começar oficialmente na segunda-feira (28), o que não impede que haja negociações entre o governo e os professores antes do início oficial da greve.

Imagem: Manuela Coelho/GP1Professor Daniel Sólon (Imagem:Manuela Coelho/GP1)Professor Daniel Sólon
Está marcada para a próxima quinta-feira (24), a partir das 9 horas, no auditório da UESPI, uma assembleia entre os professores da instituição para discutir como serão feitas as negociações e as pautas de reivindicações. Os estudantes também poderão participar e fazer falas durante a assembleia, no entanto o poder de voto é apenas dos docentes.

Além do pagamento do piso proposto pelo Dieese, Daniel Solon elencou outras pautas de reivindicações, como por exemplo, a Campanha S.O.S UESPI, a construção de um restaurante universitário, manutenção e melhorias físicas nos laboratórios e na biblioteca, assim como a efetivação do quadro de docentes da Universidade Estadual.

“Os professores aprovados no concurso já foram chamados, no entanto cerca de 200 classificados esperam nomeação e podem ser chamados. Aproximadamente 40% do quadro de docentes da Universidade hoje é de substitutos”, explica o professor.

Daniel Solon pede ainda um diálogo com a administração pública e que seja possível uma negociação de fato com a categoria para que a UESPI possa avançar nas questões econômicas e estruturais.

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