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Piauí

Venda de milho não tem prazo para ser normalizada

Governo enfrenta dificuldades de embarque nas regiões produtoras

A Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aguarda a chegada de mais 23 mil toneladas de milho para regularizar a venda do produto aos criadores dos municípios piauiense em estado de emergência por causa da seca, mas ainda não há data prevista para que isto ocorra.

O Governo vem enfrentando dificuldades para contratar fretes na região produtora, principalmente nos estados de Goiás e Mato Grosso. Por isso, os armazéns da Conab no Piauí estão sem milho suficiente para atender a demanda. Em Teresina, por exemplo, as vendas estão suspensas desde o dia 23 de julho.

As principais dificuldades estão relacionadas ao preço do frete. Os caminhoneiros alegam que não conseguem carga de retorno, dando prejuízos nas viagens ao Piauí. Além disso, os motoristas reclamam da nova legislação para transporte de cargas, que também encarecem o frete.

O milho é vendido pela Conab a preços subsidiados, uma forma que o Governo encontrou para amenizar a situação dos criadores da área da seca, onde faltam água e comida para os animais. O quilo do produto custa entre R$ 0,30 e RS 0,41. Para quem compra até 3 toneladas, o quilo do milho sai a R$ 0,30, menos da metade do valor praticado no mercado; para quem compra de 3 a 7 toneladas, o quilo custa R$ 0,35; e para quem quer adquirir de 7 a 14 toneladas, R$ 0,41.

Já foram vendidos no Piauí mais de 4,3 milhões de quilos, através dos armazéns que a Conab mantém nas cidades de Teresina, Picos, Floriano e Parnaíba. Só na capital, foram vendidos 2,753 milhões de quilos até o início da crise no abastecimento.

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