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Procuradoria Geral do Estado recorre e STF nega reintegração de 86 servidores pedevistas do Piauí

O processo envolvia servidores de vários órgãos da administração estadual que, em 1996, aderiram ao PDV.

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que 86 servidores piauienses que haviam aderido ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV), mas estavam pedindo a reintegração do emprego, não devem retornar aos quadros do Governo do Estado. Após longa disputa judicial, a defesa da Procuradoria Geral do Estado do Piauí (PGE) obteve decisão favorável na última instância e garantiu uma economia de mais de R$ 20 milhões ao poder público.

A decisão do STF põe fim a um impasse de mais de seis anos e resulta em uma economia significativa aos cofres do Governo do Estado. “São quase 90 pessoas que, se retornassem ao emprego, teriam que receber, com juros e correção monetária, todos os salários referentes aos últimos 16 anos, que é o período em que estão desligadas dos seus cargos”, explica o procurador Luiz Viana Filho, responsável pela ação.

Imagem: DivulgaçãoProcurador Luiz Viana Filho(Imagem:Divulgação)Procurador Luiz Viana Filho

O processo envolvia servidores de vários órgãos da administração estadual que, em 1996, aderiram ao PDV. Quase 10 anos depois, o grupo deu entrada em uma ação judicial para ter o direito de reassumir os cargos e o pedido teve decisão favorável do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ/PI). A PGE, então, recorreu ao STF para evitar as reintegrações e o prejuízo financeiro aos cofres públicos.

“Alegamos que a decisão do TJ foi baseada em um decreto inconstitucional da Assembleia Legislativa, que determinou a volta dos servidores ao trabalho, sem que isso fosse de sua competência”, diz o procurador. Segundo Viana, nenhum dos servidores estaduais envolvidos chegou a reassumir os cargos porque era preciso aguardar a decisão do STF sobre o caso.

Centenas de servidores estaduais piauienses aderiram ao PDV ao longo do ano de 1996, durante o governo Mão Santa. O programa indenizava servidores que, voluntariamente, se desligassem do funcionalismo público estadual. Porém, após anos fora das funções, alguns deles recorreram à Justiça para tentar a readmissão.

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