Está prevista para esta quarta-feira (16) uma audiência pública para discutir um plano de ação de segurança tendo em vista os recorrentes assaltos sofridos pelos pequenos comerciantes da capital.
A audiência foi um requerimento do deputado estadual Antônio Uchoa e está marcada para as 15h no Plenarinho da Assembleia Legislativa.
No último dia 10 comerciantes realizaram um protesto contra a violência. Eles se concentraram no cruzamento da Avenida Miguel Rosa com a Avenida Frei Serafim, onde seguiram em caminhada pelo canteiro central até o Palácio de Karnak.
De acordo Milton Carvalho, presidente da Associação dos Merceeiros e Proprietários de Mercadinhos de Teresina, nos últimos três anos o número de registro de boletins de ocorrências diminuiu para cerca de 20% devido os distritos policiais terem deixado de abrir inquérito nas pequenas ocorrências, provocando assim uma frustração nos comerciantes, que desistem de registrar a denúncia.
“Nós estamos reivindicando a implementação de um plano de ação para que seja estancada essa grande onda de violência. É um número enorme de comerciantes assaltados diariamente e que às vezes são até mesmo mortos. E a situação hoje é que estamos trabalhando num estresse total”, declarou.
“Atualmente as periferias de Teresina estão tomadas pelas bocas de fumo. Quem financia a droga são os assaltos. Quando alguém é assaltado pensa logo na questão da segurança. Mas esse é um problema social que a polícia sozinha não tem como resolver sozinha. Precisa do envolvimento da educação e das famílias”, declarou.
O secretário considerou válida as reivindicações dos comerciantes, pois segundo ele trata-se do setor que mais sofre hoje com a violência.
criminalidade não é apenas um caso de polícia, mas um problema social. O delegado comentou também sobre a criação de um plano de segurança pública. “Nós vamos ouvir primeiro as reivindicações dos comerciantes para saber a melhor forma de atendê-los e assim traçar as estratégias” declarou.
Foram convidados para a audiência representantes do Ministério Público, OAB-PI, Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública do Piauí.
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Imagem: Ascom Alepi/Caio Bruno
Deputado Antônio Uchôa (PDT)
Deputado Antônio Uchôa (PDT)A audiência foi um requerimento do deputado estadual Antônio Uchoa e está marcada para as 15h no Plenarinho da Assembleia Legislativa.
Imagem: Isabela Rêgo/ GP1
Comerciantes levaram faixas com frases de efeito para protestar contra a violência.
Comerciantes levaram faixas com frases de efeito para protestar contra a violência.No último dia 10 comerciantes realizaram um protesto contra a violência. Eles se concentraram no cruzamento da Avenida Miguel Rosa com a Avenida Frei Serafim, onde seguiram em caminhada pelo canteiro central até o Palácio de Karnak.
Imagem: Isabela Rêgo/GP1
Milton Carvalho, presidente da Associação dos Merceeiros e Proprietários de Mercadinhos de Teresina.
Milton Carvalho, presidente da Associação dos Merceeiros e Proprietários de Mercadinhos de Teresina.De acordo Milton Carvalho, presidente da Associação dos Merceeiros e Proprietários de Mercadinhos de Teresina, nos últimos três anos o número de registro de boletins de ocorrências diminuiu para cerca de 20% devido os distritos policiais terem deixado de abrir inquérito nas pequenas ocorrências, provocando assim uma frustração nos comerciantes, que desistem de registrar a denúncia.
“Nós estamos reivindicando a implementação de um plano de ação para que seja estancada essa grande onda de violência. É um número enorme de comerciantes assaltados diariamente e que às vezes são até mesmo mortos. E a situação hoje é que estamos trabalhando num estresse total”, declarou.
Imagem: Germana Chaves/GP1
Robert Rios
Para o secretário de Segurança Pública, Robert Rios, os constantes assaltos acontecem em decorrência dos usuários de drogas que o fazem para sustentar o vício e quitar dívidas com traficantes.
Robert Rios“Atualmente as periferias de Teresina estão tomadas pelas bocas de fumo. Quem financia a droga são os assaltos. Quando alguém é assaltado pensa logo na questão da segurança. Mas esse é um problema social que a polícia sozinha não tem como resolver sozinha. Precisa do envolvimento da educação e das famílias”, declarou.
O secretário considerou válida as reivindicações dos comerciantes, pois segundo ele trata-se do setor que mais sofre hoje com a violência.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
James Guerra
O delegado geral James Guerra tem o mesmo posicionamento, para ele a questão da
James Guerracriminalidade não é apenas um caso de polícia, mas um problema social. O delegado comentou também sobre a criação de um plano de segurança pública. “Nós vamos ouvir primeiro as reivindicações dos comerciantes para saber a melhor forma de atendê-los e assim traçar as estratégias” declarou.
Foram convidados para a audiência representantes do Ministério Público, OAB-PI, Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública do Piauí.
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