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Acusado e testemunhas no caso da morte da professora Remédios são ouvidos durante audiência

De acordo com a promotora de justiça, Dra. Everângela, na denúncia do Ministério Público, Antônio Eudes Rufino Pereira está sendo acusado por homicídio doloso, triplamente qualificado.

 O Juiz de Direito Titular da 1ª Vara do Fórum da Comarca de Piripiri, Francisco João Damasceno, realizou hoje, terça feira (19), uma Audiência de Instrução e Julgamento onde foram ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público (acusação) e pela defesa, no caso da morte da professora Remédios, ocorrido no dia 22 de junho de 2011, quando o carro em que andava caiu nas águas do Açude Caldeirão ao estar acompanhada do suposto namorado, Eudes Rufino.

Participaram da audiência a Promotora de Justiça Titular da 1ª Promotoria de Justiça, Everângela Araújo Barros Parente, o assistente de acusação, José do Carmo Rodrigues Medeiros Filho, o acusado Antônio Eudes Rufino Pereira acompanhado do seu advogado, Antônio Mendes Moura.

Imagem: ReproduçãoAudiência Pública(Imagem:Reprodução)Audiência Pública

Após a audiência,  a Promotora de Justiça, Everângela Araújo Barros Parente disseue resta agora ao juiz decidir pela pronúncia ou não do acusado. A promotora antecipa que o Ministério Público fez o requerimento pela pronúncia, para que ele (acusado) fosse pronunciado e encaminhado para o Tribunal Popular do Júri, que é o Juiz natural da causa em casos de homicídios dolosos, crimes contra a vida.

Ao todo treze testemunhas foram ouvidas, o acusado foi interrogado e logo em seguida aconteceram as alegações finais.

De acordo com Everângela, a defesa [advogado Antônio Mendes Moura] pediu absolvição do acusado e em caso de condenação, que fosse por homicídio culposo, quando não se tem a vontade, o dolo de realmente matar.

Ainda de acordo com a promotora de justiça, na denúncia do Ministério Público, Antônio Eudes Rufino Pereira está sendo acusado por homicídio doloso, triplamente qualificado. "Inicialmente por motivo torpe, uma vez que o Ministério Público alega que ele teria interesse de se locupletar dos bens da vítima; por asfixia, porque o laudo constata que ela morreu por afogamento e recurso que tornou impossível a defesa da vítima, uma vez que ela tinha sido embriagada antes do fato e estava presa ao cinto de segurança com a porta do vidro do lado do passageiro fechado, sem nenhuma possibilidade de sair do carro no momento do fato criminoso", revelou Everângela, concluindo que resta agora esperar que o Juiz dê a decisão em pronúncia ou absolvição sumária.

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