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Corregedoria de Justiça do Estado apresenta relatório do mapeamento das drogas em Teresina

o Corregedor Geral de Justiça, Francisco Paes Landim, o secretário de Segurança Pública Robert Rios, o presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho, além de outras autoridades.

Na manhã desta segunda-feira (04) a Corregedoria Geral de Justiça do Piauí divulgou estudo sobre o mapeamento dos crimes envolvendo drogas em Teresina. O relatório foi feito com base em 258 processos que tramitam na 7ª Vara Criminal da capital durante o período de 20 de abril de 2012 a 14 de fevereiro de 2013.

Imagem: Amanda Dantas/GP1Apresentação do relatório de mapeamento de drogas em Teresina(Imagem:Amanda Dantas/GP1)Apresentação do relatório de mapeamento de drogas em Teresina

Estiveram presentes o Corregedor Geral de Justiça, Francisco Paes Landim, o secretário de Segurança Pública Robert Rios, o presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho, a representante da OAB no Piauí, Eduarda Miranda, Deputado Ismar Marques, Delegado James Guerra e desembargadores do Tribunal de Justiça.

Imagem: Amanda Dantas/GP1Secretário Robert Rios (Imagem:Amanda Dantas/GP1)Secretário Robert Rios se pronuncia sobre o mapeamento de drogas na capital 

O secretário Robert Rios afirmou que a criação de políticas públicas que priorizem a educação, arte, cultura, música é o viés correto para tirar o jovem do mundo da droga e que as autoridades precisam aprender a analisar este mundo de outra forma. “Nunca, nenhuma autoridade responsável pelo combate à droga pensou em entender a droga pelo viés do viciado. Nossas autoridades tem que ter entendimento que temos que vencer a droga pelo viés de como pensa o usuário, e depois ter a grandeza de estudar e pesquisar como pensa o traficante”, disse o secretário.

Sobre o relatório apresentado, o secretário afirmou que a pesquisa contribui para o debate hoje no Piauí. “O Brasil seguiu um viés errado quando escolheu a repressão, ao invés da educação. Essa pesquisa vai contribuir para o debate hoje no Piauí. O Tribunal de Justiça toma uma preocupação que não deveria nem ser do TJ, e dá lição a outras instituições que esqueceram de lidar com o caso com responsabilidade”.

Imagem: Amanda Dantas/GP1Juiz Almir Abib Tajra fala sobre a situação da 7ª Vara Criminal(Imagem:Amanda Dantas/GP1)Juiz Almir Abib Tajra fala sobre a situação da 7ª Vara Criminal

O Juiz da 7ª Vara Criminal, Almir Abib Tajra, falou em nome dos juízes presentes e frisou a necessidade de uma ampliação ou criação de uma vara especializada no tema, e disse que a 7ª Vara está “encharcada”, além de salientar a importância da pesquisa feita pela corregedoria. “É uma pesquisa diferente porque deu ênfase a outros casos. Esse posicionamento da corregedoria tem elevado a socidade a tomar conhecimento da problemática”, disse. 

De acordo com o juiz a 7ª Vara Criminal recebe cerca de 100 processos por mês e 80% são relacionados às drogas e para aliviar seria necessário o encaminhamento de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Piauí para a criação de uma vara responsável por cuidar somente de processos que sejam ligados a casos de tráfico de drogas.

Mapeamento

Dentre as informações percebidas através do mapeamento feito pela Corregedoria, percebeu-se a predominância do público masculino nas prisões envolvendo tráfico de drogas correspondendo a 76%, e um acentuado crescimento do público feminino nas questões envolvendo tráfico e receptação de drogas no município de Teresina, além de ter sido registrado um índice de 59% de prisões de mulheres que se envolveram com o tráfico de drogas.

Na capital, a pesquisa mostrou que 20% das prisões são por conta do tráfico e no Piauí, mais de duas mil pessoas estão cumprindo pena nos presídios pelo mesmo motivo, sendo a maioria jovens com menos 29 anos.

Outros dados mostram que o crack predomina entre as drogas apreendidas e é o maior motivador da prisão de traficantes em Teresina, alcançando um número de 61%, seguida da maconha, 25%, e da cocaína, 11%.
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