O vereador Major Paulo Roberto (PSD) alerta as autoridades do município de Teresina e do Estado para o risco de tragédias, como a do Edifício Joelma, no Centro de São Paulo, em 1974, possam se repetir na capital do Piauí, por conta do desaparelhamento e do número insuficiente de homens no Corpo de Bombeiros do Estado e pela falta de estrutura na cidade, como a existência de hidrantes, para utilização no caso de incêndios ou outros desastres naturais ou provocados pelo homem.
“Faltam estrutura, equipamentos, veículos e principalmente efetivo para atender à demanda da capital, que é crescente. Todos os meses são dezenas, centenas de pedidos de licença para novos edifícios. O Corpo de Bombeiros leva em medida seis meses para emitir uma licença e liberar a planta do imóvel, o que permite iniciar a construção. Depois de construído são mais seis meses para inspeção do cumprimento das normas de segurança. É muito tempo e muito prejuízo para quem está construindo”, avalia.
O vereador afirmou que o concurso público para a contratação de 150 novos soldados do Corpo de Bombeiros, anunciado pelo governo Wilson Martins, é um pingo dágua no Atlántico”. “Melhora, mas não vai resolver o problema do Corpo de Bombeiros. E aqui não vai nenhuma crítica, nada. É preocupação mesmo. Faltam engenheiros para inspecionar essas construções, técnicos para fiscalizar as casas noturnas, edifícios residenciais e comerciais. Eu alerto que Teresina pode viver tragédias como a do Edifício Joelma, se não forem adotadas providências urgentes no sentido de dar ao Corpo de Bombeiros o mínimo de infraestrutura para que a corporação possa atuar a contento”, advertiu o vereador, que iniciou a carreira militar como tenente do Corpo de Bombeiros, em Teresina. É dele o projeto de lei, apresentado na época pelo então vereador Miranda Dantas, aprovado pela Câmara e sancionado pela prefeitura de Teresina, estabelecendo as normas relacionadas à prevenção de incêndios.
Responsabilidade
O vereador Major Paulo Roberto vai conversar com o prefeito de Teresina, Firmino Filho, e sugerir que a Prefeitura chame para si a responsabilidade de conceder as licenças para a construção de edifícios, bem como assuma a fiscalização e a liberação dos documentos necessários para que esses imóveis possam ser utilizados, inclusive os alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais.
“O município pode assumir essa função, que hoje está a cargo do Estado, já que não há, da parte do governo estadual, nenhuma
Fogo e mortes
O Edifício Joelma, hoje Edifício Praça da Bandeira, foi inaugurado em 1971 e se tornou conhecido internacionalmente de maneira trágica: em 1º de fevereiro de 1974, um grande incêndio provocou a morte de 187 pessoas. A tragédia serviu para desencadear uma onda de medo de que outros prédios fossem destruídos pelo fogo, já que a legislação brasileira era tímida em relação às medidas de segurança nesses imóveis. Várias providências de segurança foram propostas, para de garantir a segurança de quem mora, trabalha ou estuda em edifícios. A maioria delas não é cumprida, nem em Teresina e nem em outras capitais e grandes cidades do país.
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“Faltam estrutura, equipamentos, veículos e principalmente efetivo para atender à demanda da capital, que é crescente. Todos os meses são dezenas, centenas de pedidos de licença para novos edifícios. O Corpo de Bombeiros leva em medida seis meses para emitir uma licença e liberar a planta do imóvel, o que permite iniciar a construção. Depois de construído são mais seis meses para inspeção do cumprimento das normas de segurança. É muito tempo e muito prejuízo para quem está construindo”, avalia.
O vereador afirmou que o concurso público para a contratação de 150 novos soldados do Corpo de Bombeiros, anunciado pelo governo Wilson Martins, é um pingo dágua no Atlántico”. “Melhora, mas não vai resolver o problema do Corpo de Bombeiros. E aqui não vai nenhuma crítica, nada. É preocupação mesmo. Faltam engenheiros para inspecionar essas construções, técnicos para fiscalizar as casas noturnas, edifícios residenciais e comerciais. Eu alerto que Teresina pode viver tragédias como a do Edifício Joelma, se não forem adotadas providências urgentes no sentido de dar ao Corpo de Bombeiros o mínimo de infraestrutura para que a corporação possa atuar a contento”, advertiu o vereador, que iniciou a carreira militar como tenente do Corpo de Bombeiros, em Teresina. É dele o projeto de lei, apresentado na época pelo então vereador Miranda Dantas, aprovado pela Câmara e sancionado pela prefeitura de Teresina, estabelecendo as normas relacionadas à prevenção de incêndios.
Responsabilidade
O vereador Major Paulo Roberto vai conversar com o prefeito de Teresina, Firmino Filho, e sugerir que a Prefeitura chame para si a responsabilidade de conceder as licenças para a construção de edifícios, bem como assuma a fiscalização e a liberação dos documentos necessários para que esses imóveis possam ser utilizados, inclusive os alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais.
“O município pode assumir essa função, que hoje está a cargo do Estado, já que não há, da parte do governo estadual, nenhuma
Fogo e mortes
O Edifício Joelma, hoje Edifício Praça da Bandeira, foi inaugurado em 1971 e se tornou conhecido internacionalmente de maneira trágica: em 1º de fevereiro de 1974, um grande incêndio provocou a morte de 187 pessoas. A tragédia serviu para desencadear uma onda de medo de que outros prédios fossem destruídos pelo fogo, já que a legislação brasileira era tímida em relação às medidas de segurança nesses imóveis. Várias providências de segurança foram propostas, para de garantir a segurança de quem mora, trabalha ou estuda em edifícios. A maioria delas não é cumprida, nem em Teresina e nem em outras capitais e grandes cidades do país.
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