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Governador Wilson Martins define terreno para a construção de Porto Seco em Teresina

O porto diminuirá em até 90 dias o tempo de espera pelas mercadorias, além de diminuir os custos das transações.

O governador Wilson Martins está definindo o terreno no qual será construído o Porto Seco de Teresina. O local será escolhido nas proximidades da BR 316, devido à proximidade com as obras do Rodoanel da capital e dos trilhos que levam aos portos de Pecém (Ceará) e Itaqui (Maranhão). Para a construção e aquisição de equipamentos do Porto Corisco serão investidos cerca de R$ 8 milhões, oriundos dos cofres estaduais e de operações de crédito do Governo do Estado junto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Imagem: Kalberto Rodrigues/CComClique para ampliarGovernador define o local para construção do Porto Seco (Imagem:Kalberto Rodrigues/CCom)Governador define o local para construção do Porto Seco 
Segundo Lucile Moura, superintendente de Projetos da Secretaria Estadual de Governo (Segov), equipes técnicas estão realizando uma vistoria nos terrenos que contemplem as perspectivas relacionadas à obra e até o fim da próxima semana o local para a construção do porto será definido. “O projeto já está pronto, aguardando apenas a definição do local em que será executado. Assim que superarmos essa etapa, a Secretaria Estadual da Infraestrutura dará início ao processo de licitação da obra”, explica.

Para Wilson Martins, a construção do porto seco de Teresina é uma prioridade, para posteriormente desenvolver obra semelhante nas cidades de Picos e Floriano. “Atualmente, a maioria dos produtos que chegam ao Piauí são oriundos do Porto de Pecém (Ceará). Com a criação do nosso próprio porto, o volume de negociações no Estado será bem maior, repercutindo diretamente no aumento da receita local”, ressalta o governador, ao comentar que o porto também será uma forma de escoar produtos característicos do Estado, tais como o mel, a cera de carnaúba e a soja, os quais são bastante requisitados pelos comerciantes estrangeiros.

Além de diminuir em até 90 dias a chegada das mercadorias no Piauí, o Porto Corisco diminuirá os custos das transações, bem como reterá, no Estado, os dividendos oriundos das importações e exportações movimentadas pelo Piauí. Em outras palavras, isso significa mais impostos recolhidos pela receita local. Segundo o governador Wilson Martins, o porto seco será uma forma de transformar a capital piauiense num entreposto comercial, priorizando a comercialização do ferro, do aço, das máquinas e motores agrícolas, entre outras mercadorias.

Entenda o que é um Porto Seco

O Porto Seco ou Estação Aduaneira Interior (EADI) é um terminal intermodal terrestre diretamente ligado por estrada e/ou via férrea e/ou até aérea. Recebe as cargas ainda consolidadas, podendo nacionalizá-las de imediato ou trabalhar como entreposto aduaneiro. Dessa forma, o Porto Seco armazena a mercadoria do importador pelo período que este desejar, em regime de suspensão de impostos, podendo fazer a nacionalização fracionada.

O processo de exportação também é beneficiado por meio do Porto Seco. Este sistema permite que o exportador utilize a infraestrutura para depositar sua carga e, a partir do momento que esta entra no Porto Seco, todos os documentos referentes à transação podem ser negociados, normalmente, como se a mercadoria já estivesse embarcada. Pelo sistema, o custo de armazenagem fica a cargo do importador.

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