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""HUT foi construído de forma inadequada"", afirma deputado em discurso sobre a saúde

Chico Ramos afirmou que os erros cometidos na construção do HUT impedem que o hospital atenda adequadamente a demanda de pacientes do Estado

O deputado Chico Ramos (PSB) defendeu, ontem (19), a reforma do HUT (Hospital de Urgência de Teresina). Ele disse que o HUT foi construído de forma inadequada, sem atender o modelo de um estabelecimento de urgência, "pois não conta com porta de entrada e nem dispõe de um hospital e de um ambulatório para apoio logístico às suas atividades". Chico Ramos afirmou que os erros cometidos na construção do HUT impedem que o hospital atenda adequadamente a demanda de pacientes do Estado e tem lotado o Hospital Getúlio Vargas.

Imagem: Caio BrunoChico Ramos(Imagem:Caio Bruno)Chico Ramos

"Todo hospital deve ter duas portas, uma de entrada social e outra para atendimento aos pacientes de urgência e emergência, o que não ocorre no HUT. Além disso, faltam um hospital de apoio e um ambulatório para que seja dado seguimento à assistência prestada aqueles que são atendidos no HUT", frisou ele.

O parlamentar do PSB declarou que vai distribuir a todos os seus colegas cópias de um projeto de pronto socorro que elaborou há mais de 20 anos e que prevê a descentralização do atendimento de urgência e emergência em Teresina. "Estive na França e em outros paises buscando subsídios para elaboração desse projeto", assinalou ele.

Chico Ramos disse que "o governador Wilson Martins tem feito a sua parte no sentido de melhorar a saúde pública do nosso Estado, adotando medidas que garantam assistência à população do interior do Estado visando desafogar o atendimento em Teresina".

No início do seu pronunciamento, Chico Ramos criticou a decisão do Governo Federal de contratar médicos da Bolívia e de Cuba e profissionais recém-formados para dar assistência à população da periferia brasileira.

"Não podemos criar dois tipos de assistência médica em nosso país, isto é, uma de profissionais preparados para atender a elite e outra de despreparados para atender os pacientes do SUS. Isto é um verdadeiro apartheid na saúde nacional, o que não podemos deixar de aconteça", apelou ele.

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