O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, Willian Guimarães, recebeu a visita de representantes da Associação dos Peritos Oficiais (APPO), que levaram algumas reivindicações da classe quanto às condições de funcionamento do Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal. Também participou da reunião o presidente da Comissão de Segurança Pública, Lúcio Tadeu, que entregou relatório produzido após vistoria nos locais.
No mês de abril, os peritos criminais e médicos legistas do Estado do Piauí deflagraram o movimento “Operação Padrão”, que levou a Comissão de Segurança Pública da OAB-PI a visitar os Institutos a fim de verificar possíveis irregularidades. Na ocasião, foram detectadas ausência de equipamentos de proteção individual, materiais técnico-científicos e instalações próprias necessárias ao trabalho pericial.
A Comissão vistoriou os laboratórios do Instituto de Criminalística e constatou a falta de aparatos técnicos para o seu funcionamento. No laboratório de Fonética Forense faltam softwares para análise de matérias de áudio e vídeo, e no de Balística são necessárias câmeras fotográficas de precisão. Na Sala de Disparo as condições são ainda piores, pois, em virtude do espaço reduzido, os peritos sofrem com a falta de um exaustor ou ventilador que diminua a propagação dos gases ao efetuar um disparo, o que torna as condições de trabalho insalubres.
De acordo com o presidente da APPO, Carlos Belfort, outro problema existente diz respeito à falta de profissionais qualificados. Atualmente, existem 21 peritos criminais para atender a demanda de todo o Estado, sendo que destes apenas 17 atuam no Instituto de Criminalística. Em contrapartida, a Associação Brasileira de Criminalística (ABC) recomenda que haja um perito criminal para cada grupo de cinco mil habitantes. São necessários, portanto, cerca de 180 peritos criminais somente para atender a demanda de Teresina, e 620 para atender a todo o Estado.
A classe também cobra melhorias salariais. Carlos Belfort comenta que enquanto peritos e médicos legistas percebem um salário inicial de R$ 4.200, delegados iniciam a carreira com o salário base de R$ 10.800, uma diferença de aproximadamente 40% no total bruto. O presidente da Associação afirma, ainda, que os baixos salários dificultam a seleção de profissionais capacitados para o órgão.
Na ocasião, Guimarães comprometeu-se a realizar uma visita in loco ao Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalística para verificar a situação relatada e, posteriormente, agendar uma audiência com o Governador do Estado com o intuito de cobrar providências.
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No mês de abril, os peritos criminais e médicos legistas do Estado do Piauí deflagraram o movimento “Operação Padrão”, que levou a Comissão de Segurança Pública da OAB-PI a visitar os Institutos a fim de verificar possíveis irregularidades. Na ocasião, foram detectadas ausência de equipamentos de proteção individual, materiais técnico-científicos e instalações próprias necessárias ao trabalho pericial.
Imagem: Reprodução
Willian Guimarães recebe reivindicações da Associação dos Peritos Oficiais
Willian Guimarães recebe reivindicações da Associação dos Peritos OficiaisA Comissão vistoriou os laboratórios do Instituto de Criminalística e constatou a falta de aparatos técnicos para o seu funcionamento. No laboratório de Fonética Forense faltam softwares para análise de matérias de áudio e vídeo, e no de Balística são necessárias câmeras fotográficas de precisão. Na Sala de Disparo as condições são ainda piores, pois, em virtude do espaço reduzido, os peritos sofrem com a falta de um exaustor ou ventilador que diminua a propagação dos gases ao efetuar um disparo, o que torna as condições de trabalho insalubres.
De acordo com o presidente da APPO, Carlos Belfort, outro problema existente diz respeito à falta de profissionais qualificados. Atualmente, existem 21 peritos criminais para atender a demanda de todo o Estado, sendo que destes apenas 17 atuam no Instituto de Criminalística. Em contrapartida, a Associação Brasileira de Criminalística (ABC) recomenda que haja um perito criminal para cada grupo de cinco mil habitantes. São necessários, portanto, cerca de 180 peritos criminais somente para atender a demanda de Teresina, e 620 para atender a todo o Estado.
A classe também cobra melhorias salariais. Carlos Belfort comenta que enquanto peritos e médicos legistas percebem um salário inicial de R$ 4.200, delegados iniciam a carreira com o salário base de R$ 10.800, uma diferença de aproximadamente 40% no total bruto. O presidente da Associação afirma, ainda, que os baixos salários dificultam a seleção de profissionais capacitados para o órgão.
Na ocasião, Guimarães comprometeu-se a realizar uma visita in loco ao Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalística para verificar a situação relatada e, posteriormente, agendar uma audiência com o Governador do Estado com o intuito de cobrar providências.
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